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Aglomerado Poço dos Desejos domina o céu austral

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Aglomerado Poço dos Desejos domina o céu austral

Aglomerado Poço dos Desejos domina o céu austral nesta semana, oferecendo aos observadores do Hemisfério Sul a chance de ver um dos campos estelares mais brilhantes da Via Láctea.

Como localizar o Poço dos Desejos

Situado na constelação de Carina, o NGC 3532 fica a aproximadamente 1.300 anos-luz da Terra. Em São Paulo, o aglomerado surge no horizonte sudeste às 19h11 (horário de Brasília) e sobe gradualmente até atingir cerca de 54° de altitude pouco antes da meia-noite. A cada noite ele atinge o ponto mais alto quatro minutos mais cedo, reflexo da rotação terrestre.

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Brilho intenso e fácil observação

Com magnitude aparente próxima de 3,0, o Poço dos Desejos pode ser notado a olho nu em locais de céu escuro e baixa poluição luminosa. Mesmo assim, um par de binóculos simples já revela sua verdadeira riqueza: cerca de 400 estrelas jovens e quentes espalhadas num amplo campo reluzente, lembrando moedas cintilantes no fundo de um poço.

Valor científico e histórico

Registrado pela primeira vez em 1751 pelo astrônomo francês Nicolas Louis de Lacaille, o NGC 3532 é um aglomerado aberto, conjunto de estrelas que nasceram quase simultaneamente da mesma nuvem de gás e poeira. Esses agrupamentos são peças-chave para astrônomos que investigam os estágios iniciais da evolução estelar. A sonda New Horizons reforçou a fama do Poço dos Desejos ao fotografá-lo em 5 de dezembro de 2017, produzindo a que foi, por algumas horas, a imagem espacial mais distante já registrada.

Dica extra para ampliar a experiência

Para entender melhor a importância dos aglomerados abertos, consulte o material da NASA sobre a formação de estrelas, que explica como esses grupos ajudam a calibrar modelos astronômicos.

Regiões como Brasil, Austrália e sul da África contam com a melhor visão do Poço dos Desejos nesta época. Portanto, prepare seus binóculos ou telescópio amador, escolha um local escuro e acompanhe esse espetáculo celeste.

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Crédito da imagem: NASA/Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins/Instituto de Pesquisa do Sudoeste

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