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Agência de Fronteiras do Canadá garante proteção a servidores

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Agência de Fronteiras do Canadá garante proteção a servidores

Agência de Serviços de Fronteiras do Canadá garante proteção a servidores. A CBSA declarou que oferece apoio a funcionários e familiares quando enfrentam assédio, agressões ou ameaças decorrentes do trabalho, reação que surge após um processo movido pelo agente Sandeep Singh Sidhu.

Processo expõe tensão diplomática

Sidhu, agente da Agência de Serviços de Fronteiras do Canadá (CBSA) há duas décadas, entrou com ação na Justiça de Ottawa alegando que a instituição o abandonou quando o governo da Índia o apontou falsamente como terrorista. Segundo a petição, a acusação indiana foi uma retaliação depois de Ottawa responsabilizar Nova Délhi pelo assassinato de um líder sikh na Colúmbia Britânica em 2023.

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Reportagens veiculadas pela imprensa indiana atribuíram a Sidhu participação em um ataque fatal em 2020 e destacaram que ele ocupava cargo de segurança nacional no Canadá, citando informações da polícia antiterrorismo NIA. Para ilustrar a suposta “hipocrisia” canadense, veículos publicaram uma fotografia que o oficial só havia fornecido ao solicitar visto à Índia.

Ameaças e falta de respaldo, segundo o agente

Após a divulgação, Sidhu relata ter recebido ameaças de simpatizantes do primeiro-ministro Narendra Modi, incluindo uma postagem na rede X que mostrou sua residência em Abbotsford, Colúmbia Britânica, acompanhada da frase “Vão lá e o matem”. Quando procurou a chefia, ouviu que o problema não era relacionado ao trabalho e que portanto não receberia suporte.

Em nota enviada à imprensa, a CBSA afirmou ter recebido a ação judicial no dia 2 de dezembro e, por isso, não comentará o caso específico. Reforçou, contudo, que “está comprometida em proteger, apoiar e auxiliar empregados e suas famílias” sempre que as ameaças estiverem vinculadas às funções exercidas.

Defesa do oficial contesta postura da agência

O advogado Jeffrey Kroeker, que representa Sidhu, rebateu o posicionamento oficial. Para ele, o risco decorre justamente do uniforme da CBSA: “A Índia só o escolheu como alvo porque ele representa a segurança de fronteiras canadense. A agência sabia do perigo e mesmo assim não agiu”, comentou.

Autoridades canadenses investigaram as alegações indianas e concluíram não haver qualquer indício de envolvimento terrorista por parte de Sidhu. Apesar da inocência reconhecida, o agente afirma sofrer impactos pessoais e profissionais do que seus defensores chamam de “campanha orquestrada de desinformação”.

Historicamente, Nova Délhi tenta vincular o Canadá a militantes que defendem a criação de Khalistão, estado separatista para sikhs na região de Punjab. O Serviço Canadense de Inteligência de Segurança considera extremistas apenas um grupo minoritário, mas a narrativa indiana mantém acesas as tensões diplomáticas.

No momento, Ottawa busca normalizar relações para avançar em um possível acordo comercial, enquanto o processo de Sidhu pode voltar a colocar em evidência a segurança de agentes federais expostos a conflitos internacionais.

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Crédito da imagem: Global News

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