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Acordo Canadá-Índia: enviado quer pacto comercial amplo

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Acordo Canadá-Índia: enviado quer pacto comercial amplo

Acordo Canadá-Índia: enviado quer pacto comercial amplo é a mensagem central do novo alto-comissário da Índia em Ottawa, Dinesh Patnaik. Em entrevista publicada esta quinta-feira, o diplomata afirmou que ambos os países devem abandonar a ideia de um acordo limitado e avançar para um tratado abrangente de comércio e investimentos.

Acordo Canadá-Índia: enviado quer pacto comercial amplo

Patnaik recordou que as negociações entre Canadá e Índia começaram em 2010, foram suspensas várias vezes e chegaram a ser interrompidas em 2023, quando Ottawa acusou Nova Délhi de envolvimento no assassinato de um ativista sikh em Surrey, British Columbia. Apesar da “pequena turbulência”, afirmou, o fluxo comercial não diminuiu, mas tampouco alcançou o patamar esperado entre um país do G7 e a quarta maior economia do mundo.

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Até o esfriamento diplomático, os dois governos trabalhavam em um Early Progress Trade Agreement, com alcance restrito a setores como lentilhas canadenses e têxteis indianos. Para o representante indiano, contudo, “é hora de mirar mais alto”. Ele defende uma parceria que inclua bens, serviços, investimentos, educação, pesquisa e a indústria cinematográfica, criando “um quadro econômico maior” que favoreça inovação e geração de empregos em ambos os lados.

A disposição para reaproximação ganhou força após a visita, este mês, da ministra canadense de Relações Exteriores, Anita Anand, a Nova Délhi. O encontro rendeu a declaração conjunta “Renovando o ímpeto para uma parceria mais forte”, na qual o comércio aparece como tema prioritário.

A postura de Patnaik vai ao encontro da estratégia indiana de diversificar parceiros além dos Estados Unidos. Desde 2010, Nova Délhi assinou acordos com Reino Unido, Austrália e Emirados Árabes, e está perto de concluir negociação com a União Europeia. Segundo a Organização Mundial do Comércio, a Índia mantém superávit com várias nações ocidentais, impulsionada por serviços de TI e centrais de atendimento terceirizadas.

Do lado canadense, o Ministério do Comércio reconhece que o mercado indiano oferece “oportunidades significativas, apesar de desafios”, como regras fitossanitárias rígidas impostas em 2017 sobre ervilhas e lentilhas. Patnaik sinalizou disposição para superar esses entraves, defendendo “zero barreiras não tarifárias” e cooperação setorial para facilitar o acesso de empresas canadenses.

Entidades empresariais dos dois países veem espaço para aumentar os atuais US$ 20 bilhões anuais de intercâmbio, impulsionando setores de energia limpa, agricultura, tecnologia e educação superior. Para o alto-comissário, “não devemos esperar a assinatura do tratado; comecemos já a capturar os ganhos iniciais”.

Com a retomada do diálogo político e o apelo por um acordo comercial Canadá-Índia de alta ambição, especialistas apontam 2025 como janela plausível para concluir um pacto abrangente, caso as discussões retomem ritmo constante nos próximos meses.

No cenário em que Brasília também busca novos destinos para suas exportações, acompanhar os desdobramentos entre Ottawa e Nova Délhi pode oferecer lições úteis. Continue a se atualizar sobre negociações internacionais na editoria Brasil do Minas Informa.

Crédito da imagem: The Canadian Press

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