XF-85 Goblin: o minúsculo caça escolta da Guerra Fria
XF-85 Goblin: o minúsculo caça escolta da Guerra Fria foi a aposta dos Estados Unidos para resolver um dilema estratégico do pós-Segunda Guerra: garantir escolta a bombardeiros intercontinentais sem depender de pistas avançadas.
XF-85 Goblin: o minúsculo caça escolta da Guerra Fria
Desenvolvido pela McDonnell em 1945, o XF-85 Goblin foi projetado para caber no compartimento de bombas do Convair B-36 Peacemaker. Com menos de 5 m de comprimento, cerca de 6 m de envergadura e peso máximo de 2,27 t, o caça trazia asas dobráveis, cauda em cinco superfícies e motor a jato Westinghouse J34-WE-7.
A ideia era simples: o bombardeiro lançaria o Goblin por um sistema “trapeze”; em seguida, o minúsculo caça abriria as asas, ligaria o motor e passaria a proteger a formação. Quatro metralhadoras M2 calibre .50 compunham o armamento previsto, embora a autonomia em combate não passasse de 30 minutos.
Para ganhar espaço, eliminou-se o trem de pouso. Sem recolher de volta ao bombardeiro, o piloto teria de fazer pouso de emergência deslizando sobre a fuselagem. Dois protótipos foram encomendados; o primeiro voo livre ocorreu em agosto de 1948, liberado de um Boeing EB-29B.
Em altitude, o XF-85 mostrou boa estabilidade, atingindo velocidade de cruzeiro de 195 nós (362 km/h). O problema estava no retorno: a turbulência criada pela fuselagem do bombardeiro e pelo compartimento aberto dificultava o encaixe no gancho de recuperação. Em vários testes, o piloto precisou abandonar a manobra e pousar de barriga em pistas improvisadas.

Imagem: Força Aérea dos Estados Unidos
Os riscos, somados ao avanço do reabastecimento em voo — solução que logo ampliaria o alcance de caças convencionais —, levaram a Força Aérea a encerrar o programa em 1949. Conforme detalha o National Museum of the United States Air Force, os dois protótipos sobreviventes podem ser vistos em Ohio e Nebraska.
O XF-85 Goblin permanece como um lembrete da criatividade — e dos limites — da engenharia aeronáutica no início da Guerra Fria. Para saber mais sobre inovações militares e tecnológicas, visite nossa editoria e continue acompanhando as atualizações.
Crédito da imagem: Força Aérea dos Estados Unidos















