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Cirurgia de fimose: 334 crianças aguardam em Juiz de Fora

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Cirurgia de fimose: 334 crianças aguardam em Juiz de Fora

Cirurgia de fimose: 334 crianças aguardam em Juiz de Fora é hoje um dos principais gargalos da saúde pública municipal. Após a suspensão dos procedimentos eletivos entre 2020 e 2022, a rede voltou a operar, porém não consegue reduzir a lista de espera que, em dezembro de 2025, somava 334 pedidos de urologia pediátrica.

Cirurgia de fimose: 334 crianças aguardam em Juiz de Fora

Dados da Secretaria de Saúde indicam que, antes da pandemia, em 2019, foram realizadas 82 cirurgias de fimose no município. O volume caiu para 36 em 2020, mas saltou para 200 em 2023. Em 2024, ocorreram 162 operações e, até outubro de 2025, outras 94. Mesmo assim, a demanda represada permanece elevada.

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O caso do estudante L.F., de 9 anos, ilustra a espera. Diagnosticado aos 6, ele aguarda há três anos pela postectomia, após falha no tratamento com pomada de corticoide. “Fico guardando, planejando, porque às vezes eles vão ligar e não ligam”, relata a mãe, técnica de enfermagem, que já precisou refazer exames por perda de validade.

A Sociedade Brasileira de Urologia explica que cerca de 97% dos meninos nascem com fimose fisiológica; o índice cai para 10% aos 3 anos. Quando a retração natural não ocorre ou surgem infecções, a cirurgia torna-se necessária. Segundo levantamento da entidade, as internações cirúrgicas por fimose, parafimose e prepúcio redundante na faixa de 10 a 19 anos cresceram mais de 80% no Sistema Único de Saúde entre 2015 e 2024, reforçando o impacto de diagnósticos tardios (portaldaurologia.org.br).

Em Juiz de Fora, o reflexo da suspensão também aparece nos ambulatórios: os atendimentos de urologia pediátrica subiram de 728 em 2020 para 2.148 em 2023. “A pandemia gerou uma demanda reprimida que ainda pressiona a rede”, admite a Secretaria de Saúde.

Para reduzir a fila, a pasta diz negociar novos contratos com hospitais parceiros e priorizar pacientes com risco de infecção urinária recorrente. Ainda não há previsão oficial para zerar os 334 pedidos pendentes.

Enquanto isso, famílias como a de L.F. enfrentam incertezas. “O que adianta estar com o laudo se não tem data?”, questiona a mãe. Especialistas alertam que a persistência da fimose na adolescência pode provocar dor, dificultar a higiene e aumentar o risco de balanopostite.

Quer saber mais sobre como a rede pública lida com cirurgias eletivas? Leia outras reportagens sobre o tema em outras reportagens sobre saúde e acompanhe nossos próximos conteúdos.

Crédito da imagem: Pexels

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