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Ovos são inocentados: novo estudo aponta bacon como maior risco ao coração

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Pesquisa australiana revela que o verdadeiro vilão do colesterol não é o ovo, mas sim as gorduras saturadas de alimentos processados como bacon e linguiça

Depois de décadas sendo vistos como inimigos da saúde cardiovascular, os ovos estão sendo reabilitados pela ciência. Um novo estudo divulgado pela Universidade da Austrália do Sul, neste domingo (28/07), aponta que os ovos não são responsáveis pelo aumento do colesterol LDL (o “ruim”), como se acreditava. O verdadeiro risco, segundo os pesquisadores, está nas gorduras saturadas presentes em alimentos como bacon, linguiça e embutidos.

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O estudo analisou centenas de dietas ao longo de meses, com foco em como diferentes alimentos afetam os níveis de colesterol no sangue. O resultado foi surpreendente: comer dois ovos por dia, dentro de uma dieta com baixo teor de gordura saturada, não só não aumentou o colesterol ruim, como ajudou a reduzi-lo em alguns casos.

A professora Alison Coates, uma das autoras da pesquisa, afirmou:

“Durante anos, os ovos foram injustamente acusados. Nosso estudo mostra que o colesterol alimentar tem impacto mínimo nos níveis de colesterol no sangue, ao contrário das gorduras saturadas de origem animal, que têm efeito direto no aumento do LDL.”

A pesquisa desafia diretrizes alimentares tradicionais, que recomendavam limitar a ingestão de ovos. Agora, os cientistas defendem uma abordagem mais moderna e equilibrada, focada na qualidade geral da dieta, e não em vilanizar alimentos isolados.

Além disso, os autores ressaltam que os ovos são fontes ricas de proteína de alta qualidade, vitaminas B12, D e colina, importantes para o metabolismo e a saúde do cérebro.

O estudo reforça a necessidade de revisar recomendações alimentares, especialmente no que diz respeito ao café da manhã, uma refeição onde o bacon é frequentemente consumido ao lado dos ovos. A pesquisa alerta que o consumo habitual de alimentos ultraprocessados, ricos em gordura saturada, continua sendo um fator de risco significativo para doenças cardíacas.

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