A crise no transporte público urbano de Lafaiete ganha mais um capítulo nesta quarta-feira (30), com a greve dos motoristas e cobradores chegando ao terceiro dia consecutivo. O movimento, que afeta milhares de usuários, ainda não tem previsão de encerramento.
Embora o reajuste salarial de 6% tenha sido acordado entre a Viação Umuarama e o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo (Sintrocol), o ponto de conflito permanece: o valor do vale-alimentação. Os trabalhadores exigem R$ 750, enquanto a empresa oferece R$ 650.
Em busca de uma solução jurídica, a Umuarama acionou a Justiça do Trabalho pedindo a suspensão da paralisação. No entanto, o pedido foi negado. A Justiça determinou, por meio de liminar, que ao menos 60% da frota continue operando durante a greve, em respeito à população e à natureza essencial do serviço. Antes da decisão, os grevistas já mantinham 30% dos ônibus em circulação, como exige a legislação.
A paralisação acentua uma crise já prolongada no setor de transporte público da cidade, que enfrenta instabilidade há mais de três anos. Passageiros relatam atrasos, superlotação e dificuldades para se deslocar, especialmente nos horários de pico.
Uma audiência de conciliação está marcada para a tarde desta quarta-feira (30), na sede da Justiça do Trabalho. A reunião poderá selar um acordo entre as partes ou, caso o impasse persista, agravar ainda mais os transtornos para os usuários do transporte coletivo.
A população de Lafaiete segue aguardando um desfecho que garanta estabilidade no serviço e atenda às reivindicações dos trabalhadores, sem comprometer a mobilidade urbana.
















