Nova pesquisa reforça que ritmo acelerado na caminhada diária reduz mortalidade, especialmente por doenças cardíacas, em populações vulneráveis
Um estudo publicado nesta segunda-feira (29/07) no prestigiado American Journal of Preventive Medicine revelou que caminhar rápido por apenas 15 minutos ao dia pode reduzir significativamente o risco de morte, sobretudo por doenças cardiovasculares. A pesquisa envolveu quase 80 mil participantes de baixa renda, majoritariamente negros, residentes do sul dos Estados Unidos — uma população historicamente sub-representada em estudos clínicos.
Conduzido por especialistas em saúde pública e epidemiologia, o levantamento comprova que o ritmo da caminhada importa: os indivíduos que praticavam caminhadas rápidas apresentaram redução expressiva na mortalidade geral e por causas cardíacas, em comparação com aqueles que caminham devagar ou são sedentários.
“O benefício não está apenas em caminhar, mas em como você caminha. O ritmo acelerado ativa mecanismos cardiovasculares e metabólicos mais eficazes”, explicou a Dra. Melanie Lewis, uma das autoras do estudo.
Além de confirmar os já conhecidos efeitos positivos da atividade física leve, os pesquisadores destacam que a caminhada rápida é uma ferramenta simples, barata e acessível — especialmente eficaz para comunidades com menos acesso a infraestrutura de saúde e academias.
A conclusão reforça as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada, mas sugere que benefícios já são observáveis com 15 minutos diários, se feitos com intensidade moderada a vigorosa.
O estudo tem grande relevância para políticas públicas voltadas à prevenção de doenças crônicas e redução de desigualdades em saúde. Especialistas indicam que iniciativas de urbanismo tático, como criação de calçadas e áreas de caminhada segura, podem potencializar os impactos dessa simples mudança de hábito.
















