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Zema critica Flávio Bolsonaro por indicação ao Itamaraty

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Zema critica Flávio Bolsonaro por indicação ao Itamaraty

Zema critica Flávio Bolsonaro por indicação ao Itamaraty. O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), classificou como “extremamente infeliz” a afirmação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de que nomearia o irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, para chefiar o Ministério das Relações Exteriores caso chegasse ao Planalto.

Zema critica Flávio Bolsonaro por indicação ao Itamaraty

As declarações ocorreram nesta segunda-feira (25) durante evento organizado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), em São Paulo. Sem citar diretamente o senador, Zema afirmou que cargos estratégicos devem ser ocupados por profissionais com “carreira e competência” e que o parentesco não pode ser critério na administração pública.

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“Se parente resolvesse problema, muita coisa já estaria solucionada”, disse o mineiro, reforçando que a chancelaria exige experiência diplomática consolidada. A fala eleva a temperatura da disputa interna da direita para as eleições de 2026, marcada por trocas frequentes de farpas entre Zema e integrantes do clã Bolsonaro.

A crítica não foi isolada. Zema voltou a mencionar o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso na Operação Compliance Zero. Chamando o banqueiro de “bandido”, o ex-governador destacou que jamais se reuniu com ele, em contraste com Flávio, que admitiu um encontro no fim de 2025, quando Vorcaro ainda usava tornozeleira eletrônica.

No encontro, segundo áudios vazados, o senador teria solicitado recursos para financiar “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Zema, relações desse tipo deixam qualquer futuro presidente vulnerável a “chantagens” e inviabilizam um governo livre de pressões.

O mineiro lembrou ainda que seu mandato à frente do Executivo mineiro foi concluído “sem escândalos de corrupção”, argumento que tem usado para se posicionar como alternativa liberal e anticorrupção na corrida ao Planalto. “A assombração sabe a porta em que bate; comigo ela não bateu”, provocou.

A tensão entre os dois pré-candidatos já havia crescido em 4 de maio, quando Zema declarou ter “ralado” para chegar à política, diferentemente de Flávio. O embate escalou em 13 de maio, após o vazamento dos áudios que expuseram a proximidade do senador com Vorcaro.

Com o ataque direto de hoje, Zema busca consolidar o discurso de meritocracia e reforçar a crítica ao “patrimônio familiar” na política, tema que deve ganhar espaço nos debates até 2026.

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Crédito da imagem: Market Makers

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