Zelensky na ONU alerta para maior corrida armamentista
Zelensky na ONU alerta para maior corrida armamentista e exorta a comunidade internacional a conter a Rússia imediatamente, sob o risco de ver o conflito expandir-se pela Europa e alimentar o mais destrutivo arsenal global já registrado.
Armas e drones avançam mais rápido que a defesa, diz presidente ucraniano
Em discurso na 78ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que “armas decidem quem sobrevive” e que “não há garantias de segurança além de amigos e armamentos”. Segundo ele, a invasão russa iniciada em fevereiro de 2022 desencadeou uma corrida armamentista inédita, agora impulsionada por inteligência artificial e drones autônomos.
Zelensky frisou que instituições internacionais, incluindo a própria ONU, não conseguiram impedir guerras em curso na Ucrânia, Gaza e Sudão. “Detê-lo agora é mais barato do que tentar proteger cada porto e aeroporto de ataques”, declarou, referindo-se ao presidente russo Vladimir Putin.
Ameaça se expande para além das fronteiras da Ucrânia
O líder ucraniano advertiu que drones de fabricação russa já sobrevoam o espaço europeu e que operações de Moscou se espalham para países vizinhos. Ele citou a Moldávia, que, segundo Zelensky, resiste novamente à interferência russa e precisa de apoio financeiro e energético “antes que seja tarde”.
De acordo com o presidente, drones capazes de percorrer 2.000 a 3.000 quilômetros já estão sendo produzidos em território ucraniano e foram empregados contra alvos russos. “Hoje, dezenas de milhares de pessoas sabem matar profissionalmente usando drones”, disse. Ele alertou que, em breve, aeronaves não tripuladas poderão atacar infraestrutura crítica sem qualquer intervenção humana, guiadas apenas por algoritmos.
Encontro com Trump e coalizão de mais de 30 países
Zelensky confirmou ter tido uma “boa reunião” com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou apoio à reconquista de todo o território ucraniano. O ucraniano ressaltou que mais de 30 nações integram a coalizão de segurança criada por Kyiv, comprometendo-se a fortalecer a defesa do país e a exportar sistemas de armas testados em combate.
Imagem: Edith M
O chefe de Estado ecoou o secretário-geral António Guterres ao pedir regras globais para o uso de IA em armamentos, equiparando a urgência do tema à não proliferação nuclear. “Precisamos usar tudo o que temos em conjunto para forçar o agressor a parar”, concluiu.
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Crédito da imagem: Global News















