Wilson Piazza: capitão do Cruzeiro que brilhou em 1970
Wilson Piazza: capitão do Cruzeiro que brilhou em 1970 tornou-se peça-chave no tricampeonato mundial da Seleção Brasileira e consolidou sua fama de maior líder da história celeste.
Trajetória na Seleção Brasileira
Piazza chegou à Copa do Mundo do México, em 1970, como volante, mas o técnico Zagallo decidiu recuá-lo para a zaga ao lado de Brito. A adaptação foi imediata: o cruzeirense atuou nos seis jogos do torneio e deixou o campo por apenas dois minutos, já nos acréscimos da estreia contra a Tchecoslováquia. Depois, participou integralmente das vitórias sobre Inglaterra, Romênia, Peru, Uruguai e Itália, que confirmaram o terceiro título mundial do Brasil.
Quatro anos mais tarde, na Alemanha, Piazza voltou à sua posição de origem e vestiu a lendária camisa 5. Capitão nos três primeiros duelos da fase de grupos – empates sem gols com Iugoslávia e Escócia e triunfo sobre Zaire –, ele acabou no banco na etapa seguinte. Sem o volante em campo, a braçadeira passou a Marinho Peres e o meio-campo ganhou Paulo César Carpegiani. A campanha terminou em quarto lugar após derrota para a Polônia.
Entre 1966 e 2010, apenas oito atletas do Cruzeiro foram chamados para Copas do Mundo. Piazza integrou essa lista ao lado de nomes como Tostão, Ronaldo e Dida, mas segue como o único cruzeirense a usar a faixa de capitão em jogos do torneio.
Ídolo eterno da Raposa
De 1964 a 1977, Piazza disputou 566 partidas e marcou 40 gols pelo Cruzeiro. À frente do elenco, ergueu conquistas históricas: Taça Brasil de 1966, Libertadores de 1976, Taça Minas Gerais de 1973 e dez Campeonatos Mineiros. Em 1972, recebeu a Bola de Prata como melhor volante do Campeonato Brasileiro, reafirmando o domínio na posição.
O número 5 acompanhou o capitão na maioria das partidas pelo clube e na Copa de 1974. Já em 1970, devido à mudança para a zaga, entrou em campo com a camisa 3. Segundo a FIFA, essa versatilidade foi decisiva para a solidez defensiva da seleção de Zagallo.

Imagem: Estado de Minas
Mesmo passadas mais de cinco décadas, o Cruzeiro não teve novo representante na lista final de uma Copa desde 2010. O feito de Piazza, portanto, mantém-se como referência de liderança e polivalência para as próximas gerações celestes.
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Crédito da imagem: Arquivo Estado de Minas















