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Vinhos mineiros impulsionam turismo e cultura no estado

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Vinhos mineiros impulsionam turismo e cultura no estado

Vinhos mineiros deixam de ser exceção e se consolidam como símbolo cultural de Minas Gerais, após saltarem de cerca de 50 para 130 vinícolas entre 2020 e 2023, impulsionados pela tecnologia da dupla poda desenvolvida pela Epamig.

Vinhos mineiros impulsionam turismo e cultura no estado

A viticultura mineira tem registros desde o século XIX, mas o avanço decisivo veio com os chamados “vinhos de inverno”, produzidos com colheita na estação seca. A técnica adaptada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) permitiu elevar a qualidade e levou rótulos locais a premiações nacionais e internacionais, reforçando o interesse do mercado.

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O crescimento beneficia setores como gastronomia e turismo. Em Belo Horizonte, a chef e historiadora Juliana Duarte incorporou rótulos do estado ao cardápio do Cozinha Santo Antônio, defendendo que tradição significa transmissão de cultura. “O vinho mineiro está entre nossos carros-chefes; os clientes querem conhecer e temos orgulho de servir”, destaca.

Os vinhos que chegam à mesa do restaurante são fornecidos pela distribuidora Rex Bibendi. A proprietária Dulce Ribeiro conta que, há 15 anos, recebeu de um enólogo gaúcho a dica para “ficar de olho” na produção mineira. “Foi surpreendente: muitos produtores vieram de outras cadeias agrícolas e investiram confiando na pesquisa da Epamig. Cada um imprime sua identidade no vinho”, afirma.

No esforço de consolidar essa identidade, o Sindicato da Indústria do Vinho de Minas Gerais (Sindvinho) trabalha com o governo estadual na criação do Selo de Origem Mineira – Uai Wine, que prevê oferta mínima de três rótulos locais em estabelecimentos. O vice-governador Mateus Simões ressalta que a agenda inclui rotas enoturísticas e eventos no Palácio da Liberdade, enquanto o presidente da Uva-MG, José Procópio Stella, lembra que “quase 90% das vinícolas mineiras são pequenas e focadas no enoturismo”.

A aposta é unir vinho, história e gastronomia para atrair visitantes, ampliando parcerias com outros ícones mineiros, como café, queijos e doces. A estratégia segue tendências globais: segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o enoturismo cresce mesmo em cenários de consumo estável, reforçando o potencial econômico de regiões produtoras.

Com excelência reconhecida em concursos e políticas públicas voltadas à certificação de origem, os vinhos de Minas Gerais se tornam vetor de desenvolvimento, aumentam a visibilidade do estado no cenário vitivinícola e contribuem para diversificar a economia rural.

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Crédito da imagem: Diego Vargas / Seapa

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