Após vários questionamentos em relação ao viaduto que está sendo construído no bairro Cachoeira, foi realizada na Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete, audiência pública para discutir o assunto e esclarecer dúvidas da população e autoridades locais.
Nenhum representante da MRS Logística, empresa responsável pela obra, compareceu à audiência.
O vereador Renato Gonzaga de Melo ressaltou que a sugestão para a construção do viaduto do bairro Cachoeira surgiu à partir de um estudo denominado PAIT – Plano de Ação Imediato no Trânsito, realizado em outubro de 2019, que teve por base solucionar a vazão do tráfego do centro da cidade. Foi então a obra solicitado pelo prefeito a MRS, sendo esta uma das condições, para a renovação do contrato de concessão de uso da ferrovia, entre a MRS e a ANTT. O vereador disse ainda, que desde de 2020, a Câmara solicita o estudo de impacto da construção, bem como o projeto da obra; porém os documentos nunca foram entregues. Disse ainda que somente quando as obras foram iniciadas é que foi informado se tratar de um viaduto de duas vias, sentido único. “Quem chegar à cidade terá que ir até ao centro para retornar aos bairros das imediações do viaduto; se o estudo do PAIT foi realizado para dar vazão ao tráfego do centro, por qual motivo o tráfego estaria sendo enviado novamente para o centro?” Questionou o vereador, acrescentando que em sua opinião a construção do viaduto deveria ser onde é a passarela, com passagem para pedestre anexo e afastamento. Renato Gonzaga falou também sobre a possibilidade de bloquear o tráfego de composições na linha férrea até que seja dada a devida atenção aos anseios da população.
O vereador Osvaldo César da Silva destacou a imprescindibilidade de estudos e levantamentos acerca dos impactos que intervenções como a construção de um viaduto podem causar para os munícipes e visitantes.
O vereador Oswaldo Alves Barbosa falou que os moradores do entrono da Rua Valério Eugênio não foram avisados sobre o início das obras; e que as partes que porventura sofram impactos com as obras deveriam ter sido amplamente consultadas e informadas sobre eventuais intervenções.
O Secretário Municipal de Obras, Cláudio Quirino Custódio disse que a construção do viaduto vem sendo discutida a aproximadamente 10 anos, e que as desapropriações ocorridas foram feitas regularmente; e ainda que viadutos são obras necessárias para a estrutura do município.
O Secretário Municipal de Defesa Social, Rolff Ferraz Carmo destacou a importância da oitiva da população lafaietense sobre temas de grande importância, e informou que não há definição por parte do Departamento de Trânsito acerca do sentido do trânsito no viaduto que está sendo construído.
A Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Rosilene Bandeira, afirmou que o órgão tentou contato com a MRS para obter informações sobre a acessibilidade do viaduto, só sendo atendido após apresentar o caso ao Ministério Público, sendo que a empresa atendeu às adaptações sugeridas em relação à passagem de nível para pedestres e pessoas com deficiência.
O vereador Pedro Américo disse que da forma como está sendo construído o viaduto não aparenta ser benéfico para a população. Ele sugeriu que seja encaminhado um ofício para o executivo municipal pleiteando a suspensão das obras até que a população seja consultada sobre o projeto e todas as dúvidas sejam esclarecidas.
O vereador Fernando Bandeira sugeriu que seja encaminhado um documento com a assinatura de todos os vereadores e demais interessados, ao Ministério Público demonstrando a preocupação com o projeto que está sendo executado com a construção do viaduto.
















