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Venezuela libera opositores após forte pressão global

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Venezuela libera opositores após forte pressão global

Venezuela libera opositores em um movimento que colocou em liberdade mais de 30 detidos por motivos políticos, entre eles o ex-governador Juan Pablo Guanipa, aliado próximo da Nobel da Paz María Corina Machado. A decisão foi executada neste domingo (11) por ordem do governo da presidente interina Delcy Rodríguez, em meio a forte cobrança interna e internacional por respeito aos direitos humanos.

Venezuela libera opositores após forte pressão global

Guanipa passou mais de oito meses em um centro de detenção em Caracas, acusado pelo então ministro do Interior, Diosdado Cabello, de ligação com um suposto grupo terrorista que pretendia boicotar as eleições legislativas de maio passado. Em vídeo publicado na rede X, o ex-governador afirmou que “há muito a discutir sobre o presente e o futuro da Venezuela, sempre com a verdade à frente”.

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Entre os libertados também estão María Oropeza, militante que transmitiu ao vivo sua prisão, e o advogado Perkins Rocha. A ONG venezuelana Foro Penal confirmou a soltura de pelo menos 30 pessoas no mesmo dia, classificando o ato como um “passo inicial” para a libertação de centenas de presos de consciência mantidos há meses ou anos.

A pressão para libertar opositores ganhou força após a visita de representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos no fim de janeiro. Na ocasião, o chefe do órgão, Volker Türk, ofereceu apoio para um roteiro de reconciliação que coloque os direitos humanos “no centro do diálogo”.

Paralelamente, a Assembleia Nacional, controlada pelo partido governista, começou a discutir um projeto de anistia que pode beneficiar centenas de detidos. O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, declarou em vídeo que “todos serão libertados até a próxima semana”, uma vez aprovado o texto.

ONGs e familiares veem a medida com cautela, lembrando que o governo havia prometido em 8 de janeiro uma “liberação significativa” de presos, mas vem executando o processo de forma lenta. Ainda assim, o anúncio representa o gesto mais concreto desde a prisão do ex-presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, fato que levou Delcy Rodríguez à presidência interina.

Para saber como essas mudanças políticas podem impactar a região, visite nossa editoria de Brasil e continue atualizado.

Crédito da imagem: Associated Press

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