Venezuela condena Trump por dizer que espaço aéreo está fechado
Venezuela condena Trump por dizer que espaço aéreo está fechado e classificou a orientação do presidente dos Estados Unidos como “ameaça colonialista” à soberania do país, segundo nota oficial divulgada neste sábado (29).
Venezuela condena Trump por dizer que espaço aéreo está fechado
O governo venezuelano reagiu poucas horas depois de Donald Trump publicar, em sua conta na rede Truth Social, que “o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela está fechado em sua totalidade”. Na mensagem, o norte-americano convocou “todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e de pessoas” a obedecer à nova orientação, sem apresentar detalhes sobre eventuais medidas de fiscalização ou punição.
Caracas considerou a declaração uma tentativa de interferência externa incompatível com o direito internacional público. O comunicado oficial afirma que “nenhuma potência estrangeira pode determinar a gestão do espaço aéreo nacional”, reforçando que a Venezuela seguirá “exercendo plenamente seu direito à autodeterminação”.
Analistas lembram que restrições aéreas contra a Venezuela já foram adotadas de forma parcial por Washington em anos anteriores, sobretudo após a imposição de sanções econômicas. No entanto, a referência de Trump a um fechamento “total” amplia a tensão diplomática e pode afetar rotas comerciais e humanitárias ainda operantes.
Para o especialista em relações internacionais Luis Martínez, ouvido pela agência Reuters, a proposta anunciada pelo republicano “eleva o tom do confronto” em um momento de negociações sobre alívio de sanções e observação eleitoral no país sul-americano.
Até o momento, a Casa Branca não se manifestou oficialmente sobre a postagem de Trump, que segue em campanha pela reeleição em 2026. Já o Ministério de Relações Exteriores venezuelano reiterou que atuará “nos fóruns multilaterais” para denunciar o que chama de “ameaça colonialista”.

Imagem: Reuters
Os desdobramentos da polêmica devem ser acompanhados de perto por companhias aéreas regionais e organismos de aviação civil, que ainda não receberam orientação formal sobre mudanças em planos de voo.
No encerramento do comunicado, Caracas pediu “solidariedade da comunidade internacional” e sublinhou que considerará responsáveis “todos aqueles que tentarem violar o espaço aéreo venezuelano”.
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Crédito da imagem: REUTERS/Manaure Quintero
















