Venezuela acusa EUA de usar IA em vídeo de ataque
Venezuela acusa EUA de usar IA em vídeo de ataque a uma lancha que, segundo Washington, transportava drogas no sul do Caribe. O governo de Nicolás Maduro sustenta que as imagens divulgadas pelo então presidente norte-americano Donald Trump foram geradas por inteligência artificial, colocando em xeque a legitimidade da primeira ação militar dos EUA após o reforço naval na região.
Ministro aponta uso do Gemini para detectar suposta fraude
O ministro das Comunicações venezuelano, Freddy Ñáñez, afirmou ter submetido o vídeo ao Gemini, ferramenta de IA do Google, que teria indicado “alta probabilidade” de criação artificial. “Chega de tentar envolver o presidente Trump em sangue venezuelano”, declarou o ministro na rede X, classificando o material como “prova fabricada”.
Reuters contesta, mas mantém investigação em aberto
Uma verificação preliminar conduzida pela agência Reuters com software de detecção de manipulação não identificou alterações no arquivo. A agência ressaltou, porém, que a apuração continua enquanto surgem novos indícios.
Detalhes do ataque e acusações de narcotráfico
Em pronunciamento na Casa Branca, Trump relatou que o bombardeio matou 11 tripulantes supostamente ligados ao grupo Tren de Aragua, classificado por Washington como organização terrorista liderada por Maduro — acusação que Caracas nega. As imagens registram drones alvejando a embarcação, que explode e pega fogo em alto-mar.
Escalada militar dos EUA no Caribe
O ataque integra uma megaoperação anunciada em abril, que mobiliza sete navios de guerra, um submarino e mais de 4,5 mil militares para conter o fluxo de entorpecentes rumo aos Estados Unidos. Entre as unidades em deslocamento estão o USS San Antonio, o USS Iwo Jima e o USS Fort Lauderdale, capazes de lançar mísseis Tomahawk e operar helicópteros de combate.
Imagem: Reprodução
Resposta de Maduro e apelo à ONU
Após o avanço da frota norte-americana, Maduro declarou-se “pronto para a luta armada” caso ocorra invasão e enviou carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres, pedindo o cancelamento da operação, classificada como “ameaça gravíssima” à soberania venezuelana.
O impasse sobre a autenticidade do vídeo reforça as tensões diplomáticas entre Caracas e Washington. Continue acompanhando desdobramentos semelhantes em nossa editoria Brasil e fique por dentro das atualizações sobre América Latina.
Crédito da imagem: Casa Branca / miss.cabul / Shutterstock
















