Vape é seis vezes mais perigoso que cigarro, alerta SES
Vape é apontado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) como até seis vezes mais nocivo do que o cigarro convencional, conforme alerta divulgado neste 29/8, Dia Nacional de Combate ao Fumo.
Dispositivo moderno, ameaça real
Lançados nos anos 2000 com visual tecnológico, os cigarros eletrônicos conquistaram principalmente adolescentes. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2019 indica que 16,8% dos estudantes de 13 a 17 anos já experimentaram o aparelho. Embora muitos modelos emitam apenas um vapor aparentemente inodoro, eles concentram nicotina, metais pesados e compostos químicos ligados a lesões pulmonares graves.
Doenças associadas e novo código no SIM
Entre as complicações mais sérias está a síndrome Evali (e-cigarette or vaping use-associated lung injury), inflamação aguda que dificulta a respiração, provoca tosse e pode comprometer outros órgãos. O Ministério da Saúde, o Inca e a Anvisa instituíram, em março, a Nota Técnica Conjunta nº 233/2025 para padronizar o registro da doença, criando o código U07.0 no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
Proibição e reforço regulatório
No Brasil, a fabricação, importação, venda, propaganda e até o transporte de cigarros eletrônicos são vedados desde 2009. A Resolução nº 855 da Diretoria Colegiada da Anvisa, publicada em 2024, reforçou a proibição, lembrando que o produto segue irregular no país.
Prevenção nas escolas mineiras
A SES-MG informa que todos os municípios mineiros aderiram ao Programa Saúde na Escola (PSE), que reúne equipes de Unidades Básicas de Saúde e docentes em atividades educativas para desencorajar o uso de tabaco e vape entre jovens. “Informação e prevenção são essenciais, pois o público adolescente é o principal alvo da indústria”, destaca Nayara Resende Pena, coordenadora dos Programas de Promoção da Saúde da pasta.
Imagem: Internet
Segundo a Organização Mundial da Saúde, nenhum nível de consumo de nicotina é considerado seguro, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à redução da experimentação dos dispositivos.
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Crédito da imagem: Tatiana Kutina / Canva
















