Vamos montar um lar para a Sara?

Vamos montar um lar para a Sara?

Recomeçar é o que a palavra diz: Recomeçar. Este recomeço pode ser cheio de alegria, pode ser extremamente doloroso e pode até ser um mistério. O que todo mundo, ou quase todos concordam, é que é preciso coragem para recomeçar.

Por falar em coragem, a personagem da minha história real, a Sara de cinco anos, tem. Ela nasceu na extrema pobreza. Depois, com o tempo, enfrentou uma doença grave. Logo em seguida, perdeu tudo, num conflito familiar. Mas, sobreviveu. A tudo. Hoje, não se sabe se por ter consciência dos desafios que venceu, é uma menina travessa e risonha. Só quem convive mais de perto com ela, consegue ver no fundo dos seus olhos, um quê de tristeza. Seria mesmo tristeza?!? Não sei. O que sei é que vejo uma menininha bem miúda que merece bem mais do que a vida deu pra ela até agora.

Sara é filha de Brenda, que é empregada doméstica. Brenda, assim como milhares de outros, perdeu os pais cedo demais. Aos três anos. E foi ai que a vida trouxe para ela o conceito de solidão. Brenda costuma brincar que se não fosse o sorriso de Sara, nem acreditaria que felicidade existe.

Voltando à doce e atrevida Sara (Sim, é possível para uma criança ser tudo que ela quiser ser ao mesmo tempo), hoje ela mora de favor na casa de conhecidos. Assim que perdeu tudo, foi acolhida. Ela e a mãe. Ficou maravilhada por ter uma televisão. Não tinha tv aonde Sara morava. Mas, todo mundo ou quase todo mundo sabe kkk, que ninguém pode e ou deveria morar de favor por muito tempo.

Foi pensando nisto que decidi escrever este texto. Sei que ele será lido pelos meus muitos amigos, por pessoas do bem, por muita gente que nunca me viu na vida…Eu sei também que a maioria que ler, não irá ajudar. Ainda está longe o tempo que o ser humano irá entender o sentido que estamos todos aqui para servir. E claro que eu sei que tem um tantão de gente que anda numa situação difícil. A grana super curta. A pressão emocional sobre perder o emprego. Enfim, como dizem alguns, é a vida sendo a vida….

Mas, eu conheci a Sara. E isto mexeu comigo. E é óbvio que eu não tenho como montar um lar para ela. Não sozinha.

Apesar das centenas de vezes que me decepcionei com as pessoas e com a vida, não adianta. Está na minha natureza. Sou eu sendo eu. Então, eu calço a cara (termo velho kkk) e faço o que eu posso e ou devo. Eu peço.

Andei imaginando algumas situações… Se você acabou de comprar um liquidificador novo, que tal doar o usado para a Sara? O mesmo poderia acontecer com dezenas de coisas que temos em casa. Cobertores, garrafa térmica, jogo de panelas, copos, canecas, roupas de cama e banho. Ninguém é tão pobre que não tenha algo para doar.

E como faríamos para recolher tantas coisas miúdas? A ideia tem um custo. Mas, pode funcionar. Os doadores chamariam um mototaxista e mandaria entregar na Alameda Osório Amâncio, número 113. Um beco na rua debaixo do Campo do Meridional (Aliás, ruim para entrar e péssimo para sair de carro. Muita gente até conhece, pois lá moram pessoas excepcionais, como a Nícia, o padre Zé Luiz, o Carlos da Nacional Tintas, a Glória, a Sandra professora….é tanta gente boa que mora neste beco, que não vai rolar de citar todo mundo kkk)….).

Já para quem não mora em Lafaiete, outra ideia que pode funcionar é comprar algo online, na internet, como um jogo de mantimentos ou um jogo de talheres. Nada precisa ser caro. E para quem não tem nada, um jogo de talheres é como ganhar uma jóia. Porém, para que a Sara não ganhe cinco panelas de pressão e nenhum travesseiro, seria muito importante me mandar um zap, avisando o que pensou em comprar. Simples assim!

Meu nome é Alexsandra Barbosa Gabriel – Meu zap é o 31 98910 4951.

PS 1: Sei que é mais difícil, mas se alguém tiver uma geladeira usada, um fogão usado, uma tv usada…viria em excelente hora.

PS 2: Lembrando que quando eu falei nada, eu não estou exagerando. Se hoje elas tem algumas peças de roupas para vestir, é por conta da sempre e permanente boa vontade do pessoal dos Voluntários Anônimos (Obrigada Ana Paula, Maria e Cia Ltda!). Sara calça 27 e Brenda, 38. Sara é uma menina miúda. Tem cinco anos. E Brenda é uma mulher alta. Tem 25 anos.

PS 3: Mesmo não sendo prioridade, doações de brinquedos são bem vindas! Sara adora colorir. Só não tem lápis de cor…

PS 4: Logo que elas acharem um cantinho, seria muito importante contar com voluntários. Uma fiação para arrumar, um móvel para montar, um vazamento… Enfim, não sei para vocês, mas para mim, furar um buraco numa parede, mesmo que com uma furadeira, é um segredo …….

Último PS (kkk) – Este texto foi feito para você.

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