Vale registra prejuízo de US$ 3,8 bi no 4º trimestre
Vale registra prejuízo de US$ 3,8 bi no 4º trimestre ao divulgar que a perda atribuída aos acionistas somou US$ 3,8 bilhões entre outubro e dezembro de 2025, ante resultado negativo de US$ 694 milhões um ano antes e lucro de US$ 2,7 bilhões no 3T25.
Brumadinho, contratos de streaming e carga tributária pesam
O rombo decorre, principalmente, de despesas de US$ 246 milhões ligadas à reparação de Brumadinho e à descaracterização de barragens, mais que o dobro do valor registrado no 4T24. Ajustes em operações de streaming — modalidade em que a empresa recebe antecipadamente por parte das vendas futuras — e a maior carga tributária também pressionaram o balanço. A despesa com imposto de renda e contribuição social alcançou US$ 2,1 bilhões, revertendo um crédito de US$ 29 milhões apurado um ano antes.
Receita e Ebitda em alta apoiados por metais básicos
A despeito do prejuízo, a receita líquida avançou 9 % em 12 meses, para US$ 11,1 bilhões, refletindo volumes maiores e preços melhores no segmento de metais básicos. O Ebitda proforma cresceu 17 % na mesma comparação, atingindo US$ 4,8 bilhões.
No trimestre, a produção de minério de ferro chegou a 90,4 milhões de toneladas, alta de 6 % ano a ano. O preço médio dos finos ficou em US$ 95,4 por tonelada, 3 % acima do 4T24. No cobre, a produção somou 108 mil toneladas e o preço médio saltou 20 %, para US$ 11.003 por tonelada.
Dívida e alavancagem em queda
A dívida líquida encerrou dezembro em US$ 11,2 bilhões, 10 % menor que no 3T25, graças à geração de caixa livre. A relação dívida bruta/Ebitda ajustado caiu para 1,2 vez, contra 1,3 vez no trimestre anterior, enquanto a cobertura de juros melhorou para 15,7 vezes.
Segundo a mineradora, todos os guidances operacionais de 2025 foram alcançados ou superados, reforçando a disciplina de alocação de capital. Mais detalhes podem ser conferidos no relatório disponibilizado à imprensa e em veículos de referência, como a Reuters.

Imagem: Vitor Azevedo
Para o ano completo, a Vale reportou lucro líquido de US$ 2,4 bilhões, queda de 62 % sobre 2024, influenciada por efeitos não recorrentes e tributação elevada.
No fim de dezembro, a companhia reafirmou que as obrigações de reparação de Brumadinho seguem dentro do cronograma e continuarão a impactar os resultados até a conclusão total dos programas.
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Crédito da imagem: Reuters















