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Vacina contra vírus sincicial respiratório chega a Minas

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Vacina contra vírus sincicial respiratório chega a Minas

Vacina contra vírus sincicial respiratório começa a ser distribuída em Minas Gerais após a chegada de 62.165 doses gratuitas, direcionadas a gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, informou o vice-governador Mateus Simões nesta quarta-feira (3/12).

Imunizante gratuito reforça proteção contra bronquiolite

O lote inaugura a inclusão da vacina contra o VSR — responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite em crianças menores de dois anos — no calendário pré-natal da rede pública mineira. Ao ser aplicada na mãe, a dose única cria anticorpos que atravessam a placenta e protegem o bebê nos primeiros meses de vida, período em que o risco de complicações respiratórias, pneumonia e internações é maior.

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Logística de distribuição

As doses foram recebidas na Rede de Frio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), em Belo Horizonte, e seguirão imediatamente para os 853 municípios. O envio ocorrerá pelas 28 Unidades Regionais de Saúde, proporcional ao número de nascidos vivos por cidade. A orientação é que a aplicação comece assim que o imunizante chegar às salas de vacina, integrada às consultas de pré-natal.

Público-alvo e metas

Minas estima cerca de 230 mil gestantes aptas à vacinação em 2024. O lote atual coloca o estado como o segundo maior beneficiado do país, atrás apenas de São Paulo, e novas remessas serão enviadas conforme cronograma do Ministério da Saúde.

Eficácia e segurança

Estudos clínicos apontam redução de até 81,8% nos casos graves de doença respiratória causada pelo VSR nos primeiros 90 dias de vida e de 69,4% até os seis meses. A vacina recombinante é aplicada por via intramuscular (0,5 ml) e pode ser administrada no mesmo dia de outros imunizantes recomendados no pré-natal, como influenza, covid-19 e dTpa. Reações adversas costumam ser leves e de curta duração, limitando-se a dor local, cefaleia e mialgia.

Segundo o Ministério da Saúde, a introdução do imunizante no Sistema Único de Saúde amplia as estratégias de proteção materno-infantil e ajuda a aliviar a pressão sobre os serviços hospitalares em períodos de maior circulação de vírus respiratórios.

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Crédito da imagem: Cristiano Machado / Imprensa MG

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