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Uso de telas e saúde mental: alerta para crianças

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Uso de telas e saúde mental: alerta para crianças

Uso de telas e saúde mental: alerta para crianças concentra-se no impacto do tempo prolongado diante de televisores, celulares e tablets sobre o bem-estar psíquico, tema que a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) classifica como questão de saúde pública.

Pressão social e preconceito dificultam o cuidado

Denize Armond, referência em saúde mental da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte, afirma que persiste o estigma de que fragilidade emocional é falha pessoal. Esse preconceito, reforçado pelo próprio indivíduo, retarda a procura por ajuda e agrava quadros de ansiedade e depressão.

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Crianças e adolescentes passam mais tempo conectados

Taynara Fátima Silva de Paula, coordenadora estadual de Saúde Mental da SES-MG, destaca que nunca foi tão longo o tempo diário de telas entre jovens. A pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024 mostra que 93% dos brasileiros de 9 a 17 anos usam internet e 81% já possuem celular próprio, muitos desde os seis anos. Segundo a coordenadora, proibir não resolve; o foco deve ser uso consciente e oferta de atividades off-line, como brincadeiras ao ar livre e esportes, essenciais ao desenvolvimento físico e social.

Aprendizado pode ser comprometido

Embora as tecnologias ampliem o acesso ao conhecimento, o consumo passivo de conteúdos prontos enfraquece processos de criação e interpretação, alerta Taynara. Ferramentas digitais devem apoiar pesquisas, não substituir exercícios cognitivos, como a redação, que estimula análise e memória.

Consequências clínicas já aparecem nos serviços do SUS

Equipes de saúde mental observam aumento na demanda por tratamento de ansiedade e depressão entre menores, provável reflexo do excesso de telas. Nos municípios, a porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde. Casos moderados ou graves são encaminhados aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS); emergências devem acionar SAMU (192) ou UPAs.

“Menos tela, mais conexão” orienta famílias

Na Fundação Helena Antipoff, a assistente social Patrícia Santos e a psicóloga Luzia Luciana Rodrigues de Andrade conduzem o programa “menos tela e mais conexão”. O objetivo é substituir a dependência digital por vínculos afetivos, incentivando atividades coletivas que reforcem laços familiares e amizades.

A preocupação crescente com o uso de telas e saúde mental exige iniciativas conjuntas de pais, escolas e serviços do SUS. Para aprofundar-se em assuntos relacionados ao bem-estar infantil, visite nossa editoria Brasil e acompanhe as próximas reportagens.

Crédito da imagem: Banco de imagens Magnific

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