Usiminas lidera ganhos do Ibovespa, Hapvida tem pior queda
Usiminas lidera ganhos do Ibovespa na terceira semana consecutiva de perdas do índice, marcada por feriado e tensão geopolítica. O principal indicador da B3 recuou 1,80% e encerrou a sexta-feira (30) aos 187.317,64 pontos, enquanto o dólar à vista caiu 0,91%, a R$ 4,9527.
Usiminas lidera ganhos do Ibovespa, Hapvida tem pior queda
A siderúrgica Usiminas (USIM5) disparou 8,94% após reportar lucro líquido de R$ 896 milhões no 1T26, alta de 166% sobre igual período de 2025 e salto de 596% ante o 4T25. Repercutindo o resultado, o UBS BB elevou o preço-alvo do papel de R$ 9 para R$ 10, sugerindo potencial de valorização de 20,6% frente ao fechamento de quinta-feira (R$ 8,29).
Na outra ponta, Hapvida (HAPV3) recuou 12,07%, devolvendo parte da valorização de 15,21% vista na semana anterior. A assembleia de acionistas confirmou a eleição de três conselheiros independentes indicados pela Squadra Investimentos; Jorge Lima, ex-CEO, assumirá a presidência do conselho.
Entre os demais destaques positivos apareceram Braskem PN (+6,64%), PRIO ON (+6,04%) e Petrobras ON (+4,77%). Já Cyrela PN (-11,89%) e Cury ON (-11,69%) acompanharam Hapvida nas maiores baixas.
O ambiente externo continuou deteriorado pelos choques no Oriente Médio, que mantiveram o barril do petróleo Brent acima de US$ 100, segundo levantamento da agência Reuters. No cenário doméstico, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic para 14,50% ao ano, reafirmando a estratégia de convergência da inflação. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros em 3,50%-3,75%, mas registrou a maior dissidência desde 1992, com quatro votos divididos sobre o caminho dos cortes.
No campo político, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, feito inédito desde 1894. No dia seguinte, o Congresso derrubou o veto presidencial ao PL da Dosimetria, que reduz penas de investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Imagem: Liliane de Lima
Com o índice somando queda de 0,08% em abril — o segundo mês negativo — analistas seguem atentos à evolução dos conflitos e à próxima rodada de balanços, sobretudo os ligados a commodities e consumo interno.
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Crédito da imagem: REUTERS/Amanda Perobelli














