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Usiminas avança 2% após lucro; analistas divididos

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Usiminas avança 2% após lucro; analistas divididos

Usiminas avança 2% após lucro; analistas divididos marca o pregão desta sexta-feira (13), quando a ação preferencial classe A (USIM5) chegou a R$ 6,14 às 12h20, alta de 1,82%. O movimento reflete o lucro líquido de R$ 129 milhões registrado no quarto trimestre de 2025 (4T25), revertendo o prejuízo de R$ 117 milhões de um ano antes.

Usiminas avança 2% após lucro; analistas divididos

Apesar do resultado positivo, casas de análise mantêm cautela. O Safra elogiou o fluxo de caixa livre “forte” no trimestre, mas projeta arrefecimento no 1T26 com menor liberação de capital de giro. O banco fixou preço-alvo em R$ 6,20, potencial de 2,8% sobre o fechamento mais recente.

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O BTG Pactual classificou o balanço como “decente”, porém alertou que os fundamentos seguem pressionados. Para os analistas, a agenda antidumping — em especial a aprovação da Câmara de Comércio Exterior (Camex) para sobretaxar laminados planos chineses — deve ditar a estratégia de investimentos. O banco manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 5, implicando queda de 17,1%.

Já o Citi vê cenário mais construtivo para 2026. A possibilidade de tarifas sobre aço laminado a quente a partir de julho e as medidas definitivas contra importações chinesas sustentam a tese. O banco reiterou preço-alvo de R$ 7, upside de 16,1%.

Entre as instituições monitoradas, apenas o Itaú BBA recomenda compra. A equipe destaca o Ebitda impulsionado pela divisão de mineração e projeta retomada do segmento de aço no 1T26. O alvo também é R$ 7.

O Ebitda consolidado do período somou R$ 417 milhões, queda trimestral de 4% devido a preços menores de aço e volumes mais fracos em aço e mineração, apesar do minério de ferro mais caro e do menor custo por tonelada.

Segundo especialistas ouvidos pela Reuters, medidas antidumping podem elevar preços internos de aço e beneficiar produtores locais como a Usiminas, mas o repasse ao mercado dependerá da efetiva fiscalização e de possíveis triangulações comerciais. Mais detalhes podem ser conferidos no relatório da agência internacional.

No curto prazo, investidores seguem atentos à evolução da política comercial, aos volumes esperados para o início de 2026 e à consistência do fluxo de caixa livre, pontos que devem guiar a decisão de compra ou manutenção do papel.

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Crédito da imagem: REUTERS/Alexandre Mota

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