União Europeia adia proposta para banir petróleo russo
União Europeia adia proposta para banir petróleo russo e posterga a apresentação do projeto de lei que fixaria, em caráter permanente, o fim das importações do combustível de Moscou até 2027, conforme agenda legislativa atualizada nesta terça-feira.
União Europeia adia proposta para banir petróleo russo
A Comissão Europeia retirou do calendário de 15 de abril a entrega do documento que transformaria em lei a eliminação total do petróleo russo. Um funcionário do bloco disse à agência Reuters que a iniciativa não foi cancelada, mas reagendada em função do “atual contexto geopolítico”.
O plano repete a lógica já adotada para o gás natural: desde 2023, o bloco decidiu cortar completamente o fornecimento russo até o fim de 2027. No caso do petróleo, o impacto prático imediato seria limitado; no último trimestre de 2025, a participação russa já cairia para apenas 1 % das importações europeias, reflexo das sanções impostas após a invasão da Ucrânia em 2022.
Mesmo assim, Bruxelas quer blindar a medida juridicamente, garantindo que um eventual acordo de paz não reabra as portas para a energia de Moscou. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou o retorno ao combustível russo como um “erro estratégico” que deixaria a Europa vulnerável.
No pano de fundo, a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã provoca, segundo a Agência Internacional de Energia, a maior disrupção de oferta de petróleo da história, pressionando os preços globais do barril. O cenário adiciona incerteza ao cronograma europeu.
Atualmente, apenas Hungria e Eslováquia seguem recebendo petróleo russo, via oleoduto Druzhba. Em janeiro, Kiev acusou um ataque de drone russo que danificou equipamentos na Ucrânia e interrompeu o fluxo, alimentando atritos: Budapeste, que mantém relações próximas com o Kremlin, sustenta que a Ucrânia prolonga deliberadamente o bloqueio e chegou a travar um empréstimo da UE a Kiev.

Imagem: Internet
A data original de 15 de abril coincidia com a eleição parlamentar húngara, na qual o primeiro-ministro Viktor Orbán, um crítico da proibição, busca consolidar maioria. O adiamento evita que o texto chegue a Bruxelas em meio à disputa política.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca
















