UFMG investiga discriminação de professor contra cadeirante
UFMG investiga discriminação de professor contra cadeirante após denúncia protocolada na Ouvidoria da universidade em 16 de fevereiro de 2026, envolvendo supostas ofensas dirigidas a um homem cadeirante na capital mineira.
UFMG investiga discriminação de professor contra cadeirante
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) confirmou que instalou processo administrativo para apurar a conduta atribuída a um docente da Escola de Engenharia. A instituição garantiu “rigor na apuração dos fatos, observância dos ritos processuais e adoção de todas as providências cabíveis, na forma da lei”.
De acordo com relatos publicados nas redes sociais do restaurante Cozinha Santo Antônio, situado no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, o cadeirante Pedro, sua esposa e a cuidadora encontraram um veículo obstruindo a rampa de acesso ao estabelecimento. O proprietário, identificado como professor universitário e consultor do governo de Minas, retirou o carro, mas teria zombado da condição física de Pedro, despedindo-se com a frase: “Tchau, cadeirante! Espero que você ande muito por aí”.
O mesmo homem teria retornado ao local à noite para repetir as agressões verbais. Segundo a gerência do restaurante, ao aproximar-se de Pedro, o suspeito perguntou ironicamente: “E aí, ele voltou a andar?”. Toda a situação foi registrada por câmeras de segurança, e testemunhas prestaram depoimento.
Um boletim de ocorrência foi lavrado em uma delegacia especializada em crimes contra pessoas com deficiência. O caso também ganhou repercussão junto à Comissão Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB/MG, que emitiu nota de repúdio à sequência de violações. “Não se trata de exagero, trata-se de direito”, pontuou a entidade, lembrando que atitudes como bloquear rampas e proferir insultos afrontam a Lei Brasileira de Inclusão.
A comunidade acadêmica aguarda a conclusão do procedimento interno para eventual aplicação de sanções disciplinares. Se confirmada a autoria, o professor poderá responder não apenas no âmbito administrativo, mas também criminalmente por discriminação, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Imagem: UFMG
Casos similares vêm reforçando a necessidade de conscientização e fiscalização contínuas sobre acessibilidade em espaços públicos e privados.
Fique por dentro de outras atualizações sobre direitos humanos na editoria Brasil e acompanhe nossas próximas reportagens.
Crédito da imagem: UFMG















