UE investiga Shein por venda de produtos ilegais
UE investiga Shein por venda de produtos ilegais em razão de suspeitas de oferta de bonecas sexuais infantis, armas proibidas e de um design considerado viciante pela Comissão Europeia, que aplicou o novo Regulamento de Serviços Digitais (DSA).
Foco em bens proibidos e proteção do usuário
O inquérito formal, anunciado nesta terça-feira (27), examina se a varejista de moda rápida mantém salvaguardas eficazes para impedir a comercialização de itens banidos na União Europeia, como materiais que configuram abuso sexual infantil. A investigação também cobre a presença de facas, machetes e armas de fogo, encontrados por autoridades francesas no site da empresa em 2023.
Possíveis sanções previstas no DSA
De acordo com a Comissão, caso se confirme o descumprimento das exigências, a Shein poderá ser obrigada a alterar práticas ou pagar multa expressiva. O DSA impõe obrigações adicionais às maiores plataformas on-line, exigindo ações pró-ativas contra produtos ilícitos e transparência nos algoritmos de recomendação.
Design considerado “viciante” entra na mira
Os reguladores avaliam também se a concessão de pontos e recompensas por engajamento estimula uso compulsivo. Outro ponto é a clareza sobre por que determinados itens aparecem para cada consumidor—fator chave de acordo com a Comissão Europeia.
Posicionamento da empresa
Em nota, a Shein declarou levar “a sério” suas obrigações e detalhou investimento em avaliações sistêmicas de risco, filtros para menores de idade e melhorias na experiência do usuário. A empresa afirma colaborar integralmente com as autoridades.

Imagem: Internet
O processo segue sem prazo definido. Caso precedentes recentes sirvam de parâmetro, a ênfase recai tanto na retirada rápida dos produtos ilegais quanto na prevenção de reincidência.
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Crédito da imagem: Global News















