Ucranianos no Canadá relembram 4 anos de guerra russa
Ucranianos no Canadá relembram 4 anos de guerra russa em cerimônias que vão de Winnipeg a Toronto, destacando a resistência de quem deixou a Ucrânia desde a invasão de 2022.
Ucranianos no Canadá relembram 4 anos de guerra russa
Quatro anos após o início da ofensiva russa, cerca de 300 000 refugiados ucranianos encontram-se em solo canadense amparados pelo programa Canada-Ukraine Authorization for Emergency Travel. Entre eles está Kristina Miroshnyk, que vivia em Sumy, a apenas 30 km da fronteira russa. A moradora de Winnipeg conta que acordou às 6h com o telefonema de uma amiga em pânico: “É guerra, começou”. Ela, o marido e a filha fugiram primeiro para a Polônia e depois para a Grécia antes de chegarem ao Canadá.
Outra refugiada, Anastasiia Ravska, também residente em Winnipeg, afirma que mantém rotinas de doação para amigos e parentes que permanecem na linha de frente. “Meus pais continuam na Ucrânia e muitos amigos foram convocados”, relata.
Em escolas canadenses, o impacto é visível. Na R.F. Morrison School, em Winnipeg, metade das turmas é formada por crianças nascidas na Ucrânia. A data foi lembrada com assembleia, poesia e minutos de silêncio. Em Toronto, a St. Demetrius Catholic School organizou um culto ecumênico dedicado às crianças deslocadas pelo conflito; a instituição já acolheu 185 alunos ucranianos com material escolar, roupas e alimentos.
Numa província vizinha, a capela do St. Thomas More College, em Saskatoon, recebeu uma vigília em memória das vítimas. Petro Zerko, canadense de segunda geração, lamentou a frequência anual do ato, mas ressaltou a importância de manter viva a memória dos que lutam pela liberdade.
Em comunicado, o Conselho de Governança da ONU via ACNUR reforçou a necessidade de pressão internacional para que Moscou devolva crianças ucranianas levadas à força, reiterando que a proteção de menores em conflitos não é negociável.
Apesar das manifestações, refugiados como Kateryna Rudenko, hoje em Halifax, sentem que o tema perde espaço no noticiário: “Os bombardeios continuam, mas as pessoas parecem desconfortáveis em lidar com nossa dor”.

Imagem: Internet
Enquanto isso, muitos solicitam extensão de vistos de trabalho ou iniciam processos de residência permanente, consolidando nova vida no país que os acolheu.
No encerramento das homenagens, participantes reforçaram o apelo por apoio militar e humanitário constante, lembrando que, mesmo longe, a guerra segue presente no cotidiano dos ucranianos no Canadá.
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Crédito da imagem: Global News















