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Ucrânia e Rússia trocam acusações de ataques a civis

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Ucrânia e Rússia trocam acusações de ataques a civis

Ucrânia e Rússia trocam acusações de ataques a civis na virada do ano, após relatos de um bombardeio russo a infraestruturas energéticas e de um ataque ucraniano que teria deixado 24 mortos em um hotel no sul ocupado.

Ucrânia e Rússia trocam acusações de ataques a civis

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que Moscou lançou mais de 200 drones contra o país na noite de Ano-Novo, atingindo instalações de energia em sete regiões. Segundo ele, a ofensiva comprova a urgência de novos sistemas de defesa aérea já acordados com os Estados Unidos.

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Do lado russo, o governador instalado por Moscou na região de Kherson, Vladimir Saldo, declarou que três drones ucranianos atingiram um hotel e um café na vila costeira de Khorly, onde civis comemoravam a chegada de 2024. Ainda de acordo com Saldo, 24 pessoas morreram — entre elas uma criança — e 50 ficaram feridas, “muitas queimadas vivas”. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou a ação como “terrorista” e disse que Kiev tenta desviar a atenção de suas derrotas no front.

Militares ucranianos negaram ter como alvo civis e sustentaram que apenas estruturas militares e energéticas são atacadas. Não houve comentário específico sobre o incidente do hotel. A agência Reuters informou não ter verificado de forma independente as imagens divulgadas por autoridades russas.

Moscou também acusou a Ucrânia de tentar bombardear uma residência do presidente Vladimir Putin, alegação rejeitada por Kiev e por autoridades europeias. Segundo o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, defesas aéreas derrubaram 35 drones ucranianos em 24 horas, sem vítimas nem danos.

Em Kherson — área controlada por Kiev e próxima à linha de frente — o governador regional Oleksandr Prokudin relatou a morte de um homem e o ferimento de uma idosa de 87 anos após novos bombardeios russos. Já o vice-premiê ucraniano Oleksiy Kuleba afirmou que instalações ferroviárias em três províncias foram atingidas.

O Ministério da Defesa russo declarou ter alvejado “alvos militares” e infraestrutura energética supostamente usada para abastecer o Exército ucraniano. Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, defendeu que os responsáveis pelo ataque ao hotel e seus comandantes “sejam eliminados”.

Com a escalada simultânea de acusações e o avanço das negociações mediadas pelos Estados Unidos, segue incerto quando — e se — um cessar-fogo será possível.

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Crédito da imagem: Global News

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