Turismo em cavernas no Brasil ganha diretrizes para guias
Turismo em cavernas no Brasil ganha diretrizes para guias ao ser lançado o documento “Diretrizes para atividades formativas”, elaborado pelo ICMBio/Cecav em parceria com o IABS, que define padrões técnicos, pedagógicos e operacionais para capacitar condutores de espeleoturismo.
Turismo em cavernas no Brasil ganha diretrizes para guias
A publicação, resultado de uma capacitação gratuita realizada em 2024, certificou mais de 60 participantes e agora serve de referência nacional para a condução responsável em ambientes subterrâneos. O material integra o Plano de Ação Nacional para Conservação do Patrimônio Espeleológico (PAN Cavernas do Brasil) e segue as bases do Programa Nacional de Conservação do Patrimônio Espeleológico.
Segundo o Ministério do Turismo, mais de 25 milhões de visitantes passaram por áreas protegidas em 2024, recorde que reforça o potencial do espeleoturismo. A abertura do Parque Nacional da Furna Feia e a criação da Rota das CaveRNas, no Rio Grande do Norte, trouxeram visibilidade extra a destinos como a Caverna do Urubu e ampliaram a procura por guias especializados.
O documento indica conteúdos mínimos para cursos, desde noções de geologia e conservação até manejo de grupos e primeiros socorros. As aulas práticas ocorreram em unidades de conservação estratégicas: Parque Nacional de Ubajara (CE), Parque Nacional da Furna Feia (RN), Parque Nacional Cavernas do Peruaçu (MG) e Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira – Petar (SP).
Para Jocy Cruz, coordenador do ICMBio/Cecav, o material profissionaliza o setor ao “tornar acessíveis orientações que estimulam práticas seguras, inclusivas e ambientalmente responsáveis, fortalecendo também a economia local”. Em muitas regiões com limitada oferta de empregos, o turismo em cavernas tem se destacado como alternativa de geração de renda, educação ambiental e valorização cultural.
A publicação orienta órgãos públicos, organizações da sociedade civil e empresas turísticas sobre a seleção de instrutores, carga horária, indicadores de qualidade e protocolos de segurança. O objetivo é que qualquer curso de condutor de caverna no país siga padrão único, garantindo experiência positiva para visitantes e proteção do patrimônio natural.

Imagem: Daniel Menin
Com as novas diretrizes, a expectativa é que unidades de conservação reforcem a oferta de roteiros subterrâneos já a partir da próxima temporada, contribuindo para a meta de ampliar o turismo de natureza de forma sustentável.
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Crédito da imagem: Daniel Menin















