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Trump e Zelensky se reúnem para negociar fim da guerra

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Trump e Zelensky se reúnem para negociar fim da guerra

Trump e Zelensky se reúnem para negociar fim da guerra neste domingo, em Mar-a-Lago, na Flórida, com a meta de finalizar um acordo de paz que encerre quatro anos de confrontos entre Rússia e Ucrânia.

Mar-a-Lago vira palco de tentativa de acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, em reunião presencial marcada para o início da tarde. Zelensky desembarcou em Miami pela manhã e adiantou que vai tratar de segurança, economia e, sobretudo, da situação territorial no leste ucraniano, região de Donbas.

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Bombardeios aumentam pressão sobre negociações

Horas antes do encontro, a Rússia lançou três bombas aéreas guiadas contra residências na cidade de Sloviansk, matando um homem e ferindo três pessoas, segundo Vadym Lakh, chefe da administração militar local. No sábado, mísseis balísticos e drones atingiram Kiev, deixando ao menos um morto e 27 feridos. Esses ataques reforçaram o clima de urgência para um cessar-fogo.

Rascunho do plano de paz está 90% concluído

De acordo com Zelensky, negociadores dos dois países avançaram em um documento de 20 pontos que estaria “90% pronto”. Washington ofereceu garantias de segurança semelhantes às dos membros da OTAN, enquanto Kiev sinaliza retirar a candidatura formal à aliança se obtiver proteção equivalente.

Aliados acompanham de perto

Antes de voar aos Estados Unidos, Zelensky conversou por telefone com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, atualizando-o sobre a frente de batalha. No sábado, o premiê canadense, Mark Carney, anunciou novo pacote econômico para a reconstrução ucraniana, classificando os ataques russos como “barbárie”. Mais detalhes sobre o apoio internacional podem ser conferidos na cobertura da BBC (bbc.com).

Impasse territorial permanece

Moscou exige reconhecimento da Crimeia e das áreas ocupadas em Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia como território russo, além da retirada de tropas ucranianas de zonas ainda não conquistadas. Kiev rejeita oficialmente essas condições, mas admite criar uma zona desmilitarizada em Donbas, monitorada por forças internacionais.

Trump, que durante a campanha de 2024 dizia poder resolver o conflito “em um dia”, sinalizou aceitar que as hostilidades cessem nas linhas atuais, o que manteria parte do território sob controle russo. O Kremlin afirma continuar aberto ao diálogo, porém alerta que um consenso “poderá levar tempo”.

O resultado da reunião em Mar-a-Lago pode definir o rumo das próximas negociações e indicar se a guerra caminha para um armistício ou para uma nova escalada.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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