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Trump visita Israel e Egito para reforçar cessar-fogo

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Trump visita Israel e Egito para reforçar cessar-fogo

Trump visita Israel e Egito para reforçar cessar-fogo, celebrando o acordo mediado pelos Estados Unidos entre Israel e Hamas e pressionando aliados regionais a transformar a trégua em paz duradoura.

Trump visita Israel e Egito para reforçar cessar-fogo

O presidente norte-americano parte neste domingo (data local) rumo a Jerusalém e ao Cairo. A primeira parada será em Israel, onde foi convidado a discursar no Knesset, honra concedida pela última vez a George W. Bush em 2008. Em seguida, Trump segue para Sharm el-Sheikh, no Egito, para comandar, ao lado do presidente Abdel-Fattah el-Sissi, uma cúpula com líderes de mais de 20 países.

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O momento é considerado frágil. O cessar-fogo iniciado após o ataque de 7 de outubro de 2023 ainda está na fase inicial de implementação. O primeiro estágio prevê a libertação dos 48 últimos reféns mantidos pelo Hamas (cerca de 20 deles ainda vivos), a soltura de centenas de prisioneiros palestinos, a ampliação da ajuda humanitária em Gaza e a retirada parcial das forças israelenses das principais cidades do enclave.

Na sexta-feira, tropas israelenses concluíram o recuo de áreas centrais de Gaza, acionando a contagem de 72 horas para que o Hamas liberte todos os reféns — prazo que pode coincidir com a presença de Trump na região. O presidente estima que as libertações sejam concluídas até terça-feira.

Washington vê uma “janela estreita” para remodelar o Oriente Médio. A Casa Branca avalia que o desgaste de milícias apoiadas pelo Irã, como Hamas e Hezbollah, criou oportunidade para retomar discussões sobre a solução de dois Estados e ampliar os Abraham Accords, que já normalizaram relações de Israel com Emirados Árabes, Bahrein e Marrocos. Um acordo futuro com a Arábia Saudita é considerado prioritário, mas o reino insiste em avanços concretos na questão palestina antes de reconhecer Israel.

Para sustentar a trégua, os EUA montarão um centro civil-militar de coordenação em Israel e deslocarão cerca de 200 militares para monitorar o acordo e facilitar a entrada de ajuda humanitária. Estima-se que a reconstrução de Gaza leve anos; Trump afirma que “uma fração da riqueza” das nações do Golfo bastaria para financiar o processo.

Analistas alertam que o armistício pode ruir se Hamas se recusar a se desarmar ou se Israel retomar operações militares. “A chance de o Hamas entregar suas armas é próxima de zero”, disse H. R. McMaster, ex-assessor de Segurança Nacional, durante evento da Foundation for Defense of Democracies. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reiterou que a campanha para desmilitarizar o grupo continuará após a libertação dos reféns.

Com Israel enfrentando investigações internacionais por suposta prática de genocídio e Gaza devastada, a visita de Trump tenta converter a trégua em um acordo permanente que inclua governança pós-conflito e reabertura total das passagens fronteiriças.

Quer saber mais sobre a repercussão política desse acordo? Acompanhe as atualizações na editoria Brasil e fique por dentro dos próximos desdobramentos.

Crédito da imagem: Global News

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