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Trump pede união de líderes pela paz duradoura em Gaza

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Trump pede união de líderes pela paz duradoura em Gaza

Trump pede união de líderes pela paz duradoura em Gaza ao abrir a cúpula internacional sobre o futuro do território, realizada nesta segunda-feira (data local) no Egito. O presidente dos Estados Unidos afirmou que existe “uma oportunidade única” para deixar “antigas rivalidades e ódios amargos” no passado e consolidar a frágil trégua entre Israel e Hamas.

Trump pede união de líderes pela paz duradoura em Gaza

Participaram do encontro quase três dezenas de países da Europa e do Oriente Médio. Embora convidado, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu não compareceu, alegando proximidade de um feriado judaico. Mesmo assim, Trump, o egípcio Abdel Fattah el-Sissi, o turco Recep Tayyip Erdogan e o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, assinaram um documento que, segundo o norte-americano, “lança as bases” para a reconstrução de Gaza; o conteúdo, entretanto, não foi divulgado.

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Horas antes, em discurso no Knesset, em Jerusalém, Trump celebrou o cessar-fogo mediado por Washington e declarou aos parlamentares israelenses: “Vocês venceram; agora é hora de transformar a vitória em prosperidade para todo o Oriente Médio”. Ele prometeu ajudar na reconstrução da Faixa e pediu aos palestinos que “abandonem para sempre o caminho do terror”.

O momento é considerado delicado. A primeira fase do acordo prevê libertação de todos os reféns nas mãos do Hamas, soltura de centenas de presos palestinos em Israel, ampliação da ajuda humanitária e retirada parcial das forças israelenses das principais cidades de Gaza. Segundo Trump, a exaustão popular com dois anos de guerra é o principal fator que sustenta a trégua. Analistas, contudo, alertam que questões como o desarmamento do Hamas e a administração pós-guerra da região ainda podem travar negociações futuras, como destacou a BBC.

Durante a viagem relâmpago, Trump se reuniu com famílias de 20 reféns libertados na segunda-feira. No parlamento israelense, também surpreendeu ao pedir que o presidente Isaac Herzog conceda perdão a Netanyahu, que responde a processos de corrupção suspensos desde o início do conflito.

Para garantir a implementação da trégua, cerca de 200 militares norte-americanos atuarão no monitoramento do acordo, em cooperação com nações parceiras, ONGs e empresas privadas. Israel reabriu cinco passagens fronteiriças, essenciais para o fluxo de alimentos e remédios à população de aproximadamente dois milhões de habitantes, muitos vivendo em meio aos escombros.

Trump encerrou o discurso reiterando que “a mão da amizade está sempre estendida, inclusive ao Irã” e manifestou desejo de, um dia, “pisar na areia de Gaza” reconstruída.

No momento em que a comunidade internacional acompanha os próximos passos do acordo, continue informado sobre as últimas negociações de paz acessando nossa editoria Brasil.

Crédito da imagem: Global News

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