Trump pede que Israel suspenda bombardeios em Gaza já
Trump pede que Israel suspenda bombardeios em Gaza já logo após o Hamas manifestar apoio parcial ao plano norte-americano que visa encerrar a guerra iniciada em 7 de outubro de 2023 e libertar os últimos reféns.
Hamas sinaliza abertura, mas impasses permanecem
O grupo palestino declarou, na sexta-feira (31), que concorda em libertar todos os reféns e transferir o controle da Faixa para uma autoridade palestina independente. No entanto, partes do acordo que tratam do futuro político de Gaza exigem, segundo a organização, “consultas adicionais” com outras facções.
Mousa Abu Marzouk, dirigente do Hamas, afirmou à rede Al Jazeera que a localização de restos mortais de alguns cativos pode atrasar a entrega em até semanas, contrariando o prazo de 72 horas proposto por Washington.
Trump pressiona Israel por cessar-fogo imediato
Em postagem nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos declarou que “Israel deve parar imediatamente o bombardeio de Gaza” para permitir a retirada segura dos reféns. Ele acrescentou que já mantém “discussões sobre detalhes” com todas as partes.
Apesar do sabá judaico ter reduzido a comunicação oficial, o governo de Benjamin Netanyahu ainda não respondeu publicamente. O premiê condiciona qualquer trégua à rendição e ao desarmamento total do Hamas, ponto que o comunicado palestino não menciona.
O que prevê o plano de paz
Apresentada no início da semana, a proposta americana determina que, em troca da libertação de 48 reféns e da deposição de armas pelo Hamas, Israel suspenda a ofensiva, retire tropas de grande parte do enclave e liberte centenas de prisioneiros palestinos. Também inclui a entrada massiva de ajuda humanitária e coloca Gaza sob administração internacional liderada por Donald Trump e pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Conforme destacou a BBC, a ideia não contempla a reunificação com a Cisjordânia nem a criação imediata de um Estado palestino, tema considerado crucial por vários mediadores.
Imagem: Wafaa Shurafa
Reação regional e riscos de escalada
Egito e Catar saudaram a disposição do Hamas, mas defendem mais negociações para lapidar pontos sensíveis, enquanto Trump advertiu que, se o acordo não for aceito até domingo à noite, “todo o inferno, como nunca visto antes” recairá sobre o grupo islamista.
Desde março, Israel intensificou a pressão militar e humanitária sobre Gaza, onde, segundo o Ministério da Saúde local, mais de 66 mil palestinos morreram e 90% da população foi deslocada.
O desfecho das conversas nas próximas horas indicará se o conflito ruma a um cessar-fogo ou a uma nova escalada. Confira mais análises em nossa seção de Brasil e acompanhe as atualizações.
Crédito da imagem: Global News















