Trump suspende comércio dos EUA com a Espanha na Otan
Trump suspende comércio dos EUA com a Espanha na Otan e amplia o atrito diplomático nesta quarta-feira (8), citando o baixo gasto militar de Madri e sua recusa em apoiar a campanha norte-americana contra o Irã.
Trump suspende comércio dos EUA com a Espanha na Otan
Durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, a “suspensão imediata” de todo o intercâmbio comercial com a Espanha. A medida, segundo Trump, responde à negativa espanhola de aderir à nova meta de defesa de 5% do PIB e de permitir o uso de seu espaço aéreo ou bases militares nas operações contra o Irã.
Esta é a segunda vez que o republicano faz a ameaça. Em março, anúncio semelhante não saiu do papel e o fluxo bilateral continuou normal. Desta vez, contudo, Trump determinou que Bessent “nem fale com eles” e classificou os espanhóis como “um caso perdido”.
No encontro, Trump também tensionou relações com a Dinamarca ao insistir que Washington deveria controlar a Groenlândia, recebendo resposta imediata de Copenhague de que defenderá cada centímetro
de seu território.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, reagiu com cautela. Em nota, afirmou tratar a declaração como “rotina” e ressaltou que a Espanha mantém déficit comercial com os EUA. O governo lembrou ainda que, por pertencer à união aduaneira europeia, Madri não pode ser isolada em negociações tarifárias individuais.
Analistas observam que, embora a Espanha seja a maior exportadora global de azeite de oliva e forneça peças automotivas, aço e produtos químicos aos EUA, sua economia é menos suscetível a sanções de Washington do que outras nações europeias. Mesmo assim, a suspensão criaria incerteza para empresas que operam nas bases navais e aéreas conjuntas no sul espanhol.

Imagem: Reuters
Conforme destacou a agência Reuters, líderes europeus esperavam que a reunião em Ancara diminuísse as fissuras internas da aliança, mas a nova ordem de Trump reacendeu o debate sobre o comprometimento dos aliados com a defesa comum.
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Crédito da imagem: REUTERS/Yves Herman















