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Trump quer comprar a Groenlândia por razões estratégicas

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Trump quer comprar a Groenlândia por razões estratégicas

Trump quer comprar a Groenlândia por razões estratégicas — a ideia, ressurgida após a operação militar dos EUA na Venezuela, foi confirmada pela Casa Branca como parte de um esforço para ampliar o domínio norte-americano no Hemisfério Ocidental.

Trump quer comprar a Groenlândia por razões estratégicas

Em Washington, a secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que o presidente “considera todas as opções” para evitar avanços russo-chineses no Ártico, embora a preferência seja por vias diplomáticas. O secretário de Estado Marco Rubio acrescentou que o objetivo sempre foi comprar a ilha, não tomar à força, lembrando que outros presidentes já avaliaram a mesma possibilidade.

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Apesar de autônoma, a Groenlândia pertence ao Reino da Dinamarca, aliado da Otan e do Canadá. Lideranças dinamarquesas e autoridades locais reiteraram nesta semana que qualquer mudança de soberania depende exclusivamente dos 56 mil habitantes — 90 % deles inuítes.

A localização da ilha é crucial: cerca de 80 % de seu território fica dentro do Círculo Polar Ártico, onde o degelo abre novas rotas marítimas e militares. Desde a Segunda Guerra, os EUA mantêm o extremo-setentrional Pituffik Space Base, responsável por alerta de mísseis e vigilância espacial. Em 2023, Copenhague ampliou o acesso de tropas americanas a bases dinamarquesas, mas especialistas alertam que uma anexação poderia romper a coesão da Otan.

Além da relevância militar, a Groenlândia abriga reservas estimadas em 1,5 milhão de toneladas de terras raras, minerais essenciais para semicondutores, baterias e ímãs. O volume supera o do Canadá, mas a produção ainda inexiste por conta de restrições ambientais impostas em 2021. Para analistas, Trump associa segurança nacional a interesses de empresas de energia e mineração, estratégia evidenciada pela recente destinação de ativos venezuelanos.

A movimentação ocorre em meio à intensificação das presenças russa e chinesa no Norte. Moscou reativou bases e Pequim autodenominou-se “Estado quase-ártico”, propondo uma “Rota da Seda Polar”. A diretora do Centro de Estudos de Defesa da Universidade de Manitoba, Andrea Charron, adverte que dividir aliados ocidentais só favorece esses rivais.

Para entender como disputas territoriais influenciam a diplomacia regional, leia outras análises em nossa editoria de Brasil e continue acompanhando a cobertura internacional.

Crédito da imagem: Global News

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