Trump quer comprar Groenlândia, mesmo sem apoio dinamarquês
Trump quer comprar Groenlândia, mesmo sem apoio dinamarquês. O presidente dos Estados Unidos afirmou nesta sexta-feira, na Casa Branca, que Washington “fará algo na Groenlândia, queiram eles ou não”, alegando necessidade de impedir uma futura presença militar da Rússia ou da China na ilha.
Pressão por “propriedade total”
Diante de executivos do setor de petróleo, Donald Trump declarou que prefere “fechar um acordo de forma fácil”, mas que recorrerá ao “jeito difícil” caso Copenhagen e os 57 mil habitantes da Groenlândia resistam. O republicano sustentou que o atual tratado de 1951, que autoriza bases norte-americanas no território, não garante a defesa da região: “Você defende o que possui, não o que aluga”, argumentou.
Planos em discussão na Casa Branca
Segundo Trump, opções estudadas incluem uso das Forças Armadas e pagamentos diretos a groenlandeses para convencê-los a se separar da Dinamarca e, possivelmente, aderir aos EUA. O secretário de Estado, Marco Rubio, classificou a compra da ilha como “ideia prioritária” e deve reunir-se com autoridades dinamarquesas na próxima semana.
Reação de aliados e analistas
Líderes da Dinamarca e de outras potências europeias repudiaram a pretensão norte-americana. Em nota conjunta, Canadá, França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Reino Unido reforçaram que apenas Copenhague e Nuuk podem decidir sobre o território. Especialistas em segurança alertam que forçar a anexação pode romper a coesão da OTAN sem oferecer vantagens militares adicionais além das já obtidas pelo acordo vigente. Reportagem da The New York Times relembra que Trump vê “propriedade plena” como condição para expandir capacidades estratégicas no Ártico.
NATO sob tensão
Apesar de afirmar que “continua apoiando a OTAN”, o presidente dos EUA advertiu que a aliança precisa “entender sua posição” sobre a Groenlândia. Para críticos, a declaração torna incerta a solidariedade ocidental diante de ameaças russas no norte do Atlântico.

Imagem: Staff Reuters
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















