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Trump na ONU questiona propósito do órgão e adverte Europa

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Trump na ONU questiona propósito do órgão e adverte Europa

Trump na ONU questiona propósito do órgão e adverte Europa ao abrir seu discurso na 79ª Assembleia-Geral, nesta terça-feira (data conforme original). O presidente dos Estados Unidos exaltou conquistas de política externa de seu segundo mandato, mas acusou as Nações Unidas de não cumprir sua missão e alertou que a Europa “será arruinada” se mantiver políticas de migração aberta e investimentos em energia verde.

Trump na ONU questiona propósito do órgão e adverte Europa

Logo no início, Trump perguntou “Qual é o propósito das Nações Unidas?”, afirmando que o organismo tem “tremendo potencial” não aproveitado. A crítica reforçou medidas já tomadas por seu governo, como a saída da Organização Mundial da Saúde e do Conselho de Direitos Humanos, além da revisão da participação norte-americana em centenas de agências multilaterais.

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O presidente norte-americano alternou tom de pacificador e de comandante militar. Enquanto destacava supostos avanços em “vários pontos de conflito”, recordou os bombardeios contra instalações nucleares iranianas em junho e contra embarcações suspeitas de tráfico, de origem venezuelana, no Caribe. Congressistas e entidades de direitos humanos nos EUA classificam as ações como “execuções extrajudiciais”.

Trump elogiou a expansão da exploração de petróleo e gás nos Estados Unidos e o endurecimento contra a imigração ilegal, sugerindo que outras nações façam o mesmo. Para ele, o “monstro de duas cabeças, energia verde e migração descontrolada”, ameaça destruir economias e culturas europeias. “Se não abandonarem o golpe da energia verde, seus países fracassarão”, insistiu.

Em relação ao Oriente Médio, o republicano condenou o reconhecimento internacional do Estado da Palestina, classificando a iniciativa como “recompensa ao Hamas” após os ataques de 7 de outubro. Já sobre a guerra na Ucrânia, defendeu tarifas “muito fortes” ao petróleo russo para “estancar o derramamento de sangue rapidamente” e voltou a cobrar ação mais dura da Europa.

Diante de vaia discreta e risos constrangidos de delegados, a presidente da Assembleia, Annalena Baerbock, lembrou que, apesar das crises, não é hora de “abandonar” a ONU. Após o discurso, Trump agendou encontros bilaterais com António Guterres e líderes da Ucrânia, Argentina e União Europeia, além de uma reunião coletiva com representantes do Oriente Médio.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas, a entidade reúne 193 Estados-membros e completa 80 anos em meio a desafios como guerras em Gaza, Ucrânia e Sudão, além do impacto social da inteligência artificial.

Para acompanhar a repercussão deste discurso e outras análises, visite nossa seção BRASIL e continue informado.

Crédito da imagem: Global News

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