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Trump Groenlândia: “Vocês verão até onde irei”

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Trump Groenlândia: “Vocês verão até onde irei”

Trump Groenlândia: em coletiva na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o mundo “vai descobrir” o quão longe ele pretende chegar para adquirir o território, controlado pela Dinamarca, provocando reação imediata de líderes europeus.

Trump Groenlândia: “Vocês verão até onde irei”

Ameaça territorial domina agenda em Davos

Antes de embarcar para o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trump declarou ter “muitas reuniões” sobre a Groenlândia com autoridades europeias e garantiu que “as coisas vão correr bem” para a OTAN e para Washington. Ele voltou a citar “propósitos de segurança nacional e mundial” para justificar a possível anexação, sem descartar ações militares.

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Resposta dura da União Europeia

Já na Suíça, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, criticou o anúncio norte-americano de um tarifaço de 10% a partir de fevereiro sobre produtos de oito países europeus que enviaram tropas da OTAN à ilha ártica. A dirigente prometeu uma reação “inquebrantável, unida e proporcional”. O presidente francês Emmanuel Macron mencionou o uso do chamado anti-coercion instrument, apelidado de “bazuca comercial”, para retaliar Washington.

Apelos por firmeza de aliados

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que “apaziguamento é sinal de fraqueza” e que a Europa não pode se mostrar vulnerável “nem diante de inimigos, nem de aliados”. Em discurso sobre geopolítica para atores de “média potência”, o premiê canadense Mark Carney reiterou apoio “inabalável” à soberania dinamarquesa sobre a ilha e à integridade do Artigo 5 da OTAN.

Protestos na ilha e confiança de Trump

Enquanto manifestantes tomavam as ruas de Nuuk defendendo que “o futuro da Groenlândia cabe apenas aos groenlandeses”, Trump declarou a repórteres que, quando conversar com a população local, “eles ficarão entusiasmados”. Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, as relações transatlânticas “nunca estiveram tão próximas”, recomendando “respirar fundo” diante das tensões.

Analistas ouvidos pela BBC observam que a manobra pode abrir nova fissura no eixo ocidental, já pressionado por disputas comerciais.

Veja mais análises políticas na editoria Brasil e acompanhe os próximos desdobramentos.

Crédito da imagem: Global News

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