Trump defende big techs e critica impostos digitais
Trump defende big techs e critica impostos digitais ao ameaçar impor tarifas “substanciais” a nações que adotem legislações consideradas hostis às gigantes de tecnologia dos Estados Unidos. A declaração, feita nesta semana, reacende o debate sobre tributação digital e coloca em alerta economias que discutem regras para plataformas globais, inclusive o Brasil.
Tensão comercial cresce em torno das big techs
Em discurso, o presidente norte-americano afirmou que qualquer país que “atacar” empresas como Google, Apple, Amazon e Meta poderá sofrer retaliações tarifárias. A medida mira sobretaxas aplicadas por governos europeus e propostas semelhantes em outras regiões. Para analistas, o tom duro reflete a intenção da Casa Branca de proteger a competitividade das big techs americanas em meio a pressões regulatórias internacionais.
Google rebate críticas sobre consumo de energia da IA
Na mesma semana, o Google publicou estudo interno contestando projeções sobre a pegada de carbono do modelo Gemini. Segundo a pesquisa, a energia gasta por prompt seria significativamente menor que estimativas anteriores. O levantamento desafia números divulgados por organizações independentes e reacende debate sobre a sustentabilidade da inteligência artificial.
Especialistas, porém, alertam que a metodologia do estudo precisa ser examinada. Em entrevista à agência Reuters, pesquisadores em sustentabilidade digital pediram transparência sobre a medição de data centers e sobre o ciclo de vida dos chips utilizados.
Ritmo dos avanços em IA desacelera
Após três anos de euforia, cientistas observam desaceleração no ritmo de inovação em IA. O aguardado GPT-5, citado como próximo salto geracional, não teria atingido expectativas internas de performance. Para Roberto Pena Spinelli, físico pela USP e especialista em Machine Learning por Stanford, o setor vive “fase de consolidação”, na qual o foco migra de lançamentos para otimização de custos e eficiência.
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Apesar disso, governos e empresas seguem discutindo regulamentações mais rígidas para algoritmos, privacidade e transparência. A reação de Trump indica que o embate entre regulação, competitividade e sustentabilidade continuará no centro das decisões de política econômica global.
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