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Trump amplia proibição de viagem para 20 países

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Trump amplia proibição de viagem para 20 países

Trump amplia proibição de viagem para 20 países em nova medida do governo dos Estados Unidos que também inclui viajantes com documentos da Autoridade Palestina, dobrando o alcance das restrições anunciadas em junho.

Trump amplia proibição de viagem para 20 países

O governo norte-americano confirmou nesta terça-feira (data conforme fuso local) a expansão das barreiras de entrada para mais 20 nações, totalizando agora 39 países sob algum grau de limitação. Cinco deles — Burkina Faso, Mali, Níger, Sudão do Sul e Síria — passam a enfrentar banimento completo. Pessoas que utilizem passaporte emitido pela Autoridade Palestina também entram nesse grupo.

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Outras 15 nações — Angola, Antígua e Barbuda, Benim, Costa do Marfim, Dominica, Gabão, Gâmbia, Malawi, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Tonga, Zâmbia e Zimbábue — ficam sujeitas a restrições parciais, que afetam tanto turistas quanto candidatos à residência permanente.

Segundo o Departamento de Segurança Interna, a medida busca reforçar critérios de segurança, alegando “documentação pouco confiável, corrupção sistêmica e dificuldades de repatriação” nesses países. Permanecem isentos cidadãos que já possuam visto, residentes permanentes, diplomatas, atletas e casos considerados de “interesse nacional”. A Casa Branca não informou a data exata de início das novas regras.

A primeira versão do veto migratório, relançada em junho, já barrava afegãos, haitianos, iranianos, líbios, somalis, sudaneses, iemenitas e aplicava controles reforçados a Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela. O episódio recente em que um afegão foi acusado de atirar em dois membros da Guarda Nacional teria acelerado a revisão da política.

Críticos afirmam que a expansão “demoniza populações inteiras” e não se baseia em riscos reais. Para Laurie Ball Cooper, da International Refugee Assistance Project, “a decisão usa o argumento da segurança para excluir pessoas por sua origem”. Reportagem da BBC observa que tribunais norte-americanos já questionaram vetos anteriores com justificativas semelhantes.

O governo rebate apontando a atuação de grupos extremistas em zonas como Cisjordânia e Faixa de Gaza, além do alto índice de permanência irregular de visitantes entre os países listados. Também sinalizou que restrições poderão ser revistas caso os governos afetados melhorem a troca de informações e aceitem deportações.

Para acompanhar outras atualizações sobre política externa dos EUA, visite nossa editoria de Brasil e fique por dentro dos desdobramentos.

Crédito da imagem: Global News

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