Trump ameaça novos ataques na Nigéria se cristãos forem mortos
Trump ameaça novos ataques na Nigéria se cristãos forem mortos, declarou o presidente dos Estados Unidos em entrevista publicada nesta quinta-feira (8) pelo New York Times. Segundo Donald Trump, novas ofensivas americanas são “prováveis” caso a violência contra comunidades cristãs persista no país africano, apesar de o governo nigeriano negar perseguição religiosa.
Contexto do primeiro ataque
Trump foi questionado sobre o bombardeio realizado pelas Forças Armadas dos EUA no dia de Natal no noroeste da Nigéria. De acordo com o Comando Africano, a operação, solicitada por Abuja, mirou militantes ligados ao Estado Islâmico. Na ocasião, autoridades nigerianas classificaram a ação como “operação conjunta” contra terroristas, sem vínculo com questões de fé.
Advertência do presidente americano
“Eu gostaria que tivesse sido um ataque único, mas, se continuarem a matar cristãos, haverá muitos outros”, afirmou Trump. Confrontado com declarações de seu próprio assessor para assuntos africanos de que militantes do Estado Islâmico e do Boko Haram vitimam mais muçulmanos que cristãos, o presidente respondeu: “Acho que muçulmanos também estão morrendo na Nigéria, mas a maioria são cristãos”.
Posicionamento da Nigéria
Com população superior a 230 milhões de habitantes, o país é dividido quase igualmente entre cristãos (predominantes no sul) e muçulmanos (concentrados no norte). Lagos refuta a ideia de perseguição sistemática e afirma que insurgentes já mataram “muitos muçulmanos, além de cristãos”. Ainda assim, Abuja diz querer cooperar com Washington no combate ao extremismo.
Violência persistente
A Nigéria enfrenta há mais de uma década ataques, sequestros e saques de grupos jihadistas, sobretudo nas regiões norte e centro-oeste. Especialistas apontam que a atuação de facções rivais do Estado Islâmico e do Boko Haram se intensificou em 2025, elevando o número de deslocados internos. Dados de organizações humanitárias mencionam dezenas de milhares de civis mortos desde 2009, embora não haja consenso sobre recorte religioso das vítimas.

Imagem: Reuters
Para acompanhar a repercussão internacional desse pronunciamento presidencial, consulte a cobertura da agência Reuters, reconhecida por sua análise geopolítica.
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Crédito da imagem: REUTERS/Nathan Howard















