Trump ameaça destruir usinas do Irã após novos ataques
Trump ameaça destruir usinas do Irã após novos ataques ao fixar um prazo de 48 horas para que Teerã reabra totalmente o Estreito de Hormuz, sob pena de ter seu maior complexo de energia bombardeado pelos Estados Unidos. A advertência elevou a tensão na guerra iniciada em 28 de fevereiro, que já afeta o fluxo mundial de petróleo.
Trump ameaça destruir usinas do Irã após novos ataques
O alerta de Washington ocorreu depois que Irã e o grupo libanês Hezbollah intensificaram, no domingo (3), os disparos contra Israel. Mísseis atingiram Arad e Dimona, cidades próximas a um centro nuclear israelense, deixando ao menos 175 feridos, segundo o hospital Soroka.
Em visita às áreas danificadas, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou como “milagre” a ausência de mortes e pediu mais apoio internacional. Horas antes, Donald Trump declarou que “destruirá as USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR”, caso o estreito continue virtualmente bloqueado.
Responsável por cerca de 20 % do petróleo global, o Estreito de Hormuz enfrenta quase paralisação, com navios petroleiros evitando a rota após ataques a embarcações. Para aliviar preços, Washington suspendeu parte das sanções ao óleo iraniano estocado no mar, mas manteve a pressão militar. De acordo com a BBC, mesmo aliados dos EUA no Golfo, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, interceptaram novos projéteis iranianos no fim de semana.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, reagiu pelo X (antigo Twitter): se instalações de energia iranianas forem atingidas, “infraestruturas vitais de americanos e israelenses” se tornarão alvos “irreversíveis”. Ele também celebrou o ataque ao sítio israelense de pesquisa nuclear como “nova fase” do conflito.
Além dos bombardeios, Teerã relatou ataque a um hospital em Andimeshk e afirmou que o número de mortos iranianos na guerra já supera 1,5 mil. Do lado israelense, 15 pessoas teriam morrido por foguetes iranianos, enquanto confrontos entre Israel e Hezbollah no sul do Líbano já deslocaram mais de um milhão de civis, segundo autoridades libanesas.

Imagem: Internet
Analistas temem que a ameaça norte-americana a redes elétricas iranianas, somada aos mísseis sobre instalações nucleares, conduza a um cenário regional ainda mais imprevisível, com risco direto para o fornecimento global de energia e para a segurança de rotas marítimas estratégicas.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca
















