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Trump ameaça China com novas tarifas e adia encontro

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Trump ameaça China com novas tarifas e adia encontro

Trump ameaça China com novas tarifas e adia encontro em reação ao novo controle chinês sobre exportação de terras-raras, intensificando a disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Ataque surpreende mercados e eleva tensão EUA-China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na rede Truth Social que poderá impor um “aumento maciço” de tarifas sobre produtos chineses, caso Pequim mantenha as restrições anunciadas na quinta-feira (30) para a exportação de cinco terras-raras adicionais e tecnologias de refino. O republicano também declarou não haver “razão alguma” para manter o encontro com o presidente Xi Jinping, previsto para ocorrer em aproximadamente três semanas, durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na Coreia do Sul.

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A declaração fez o índice S&P 500 recuar 2% e impulsionou investidores para ativos considerados seguros, como títulos do Tesouro americano e ouro. O dólar se desvalorizou frente a uma cesta de moedas, enquanto analistas temem a retomada de um ciclo de retaliações tarifárias encerrado temporariamente no início deste ano.

China controla mais de 90% do mercado de terras-raras

Pequim ampliou seu controle ao exigir que empresas estrangeiras que utilizem minerais chineses sigam suas normas e que fabricantes de semicondutores se submetam a maior escrutínio. As 17 terras-raras são essenciais para a produção de veículos elétricos, motores de aviões e radares militares.

“Para cada elemento que eles monopolizam, nós temos dois”, escreveu Trump, garantindo que responderá “financeiramente” à medida. De acordo com levantamento da agência Reuters, a China é responsável por mais de 90% do fornecimento global desses minerais processados.

Casa Branca, Representação Comercial e Departamento do Tesouro norte-americano não comentaram a ameaça. A embaixada chinesa em Washington também permaneceu em silêncio.

Economistas alertam que o impasse pode atrasar cadeias produtivas globais, justamente quando a indústria busca alternativas de fornecimento em meio à transição energética.

No momento, permanece incerta a realização do encontro bilateral, antes visto como chance de arrefecer tensões após meses de negociações delicadas.

Para acompanhar a evolução desta disputa comercial e outras notícias da política externa, visite nossa editoria de Brasil e continue bem informado.

Crédito da imagem: Global News

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