Trump alerta sobre ameaça do Irã em discurso anual
Trump alerta sobre ameaça do Irã em discurso anual ao afirmar, diante do Congresso dos Estados Unidos, que não permitirá que Teerã obtenha uma arma nuclear e justificou a concentração de forças militares norte-americanas no Oriente Médio.
Trump alerta sobre ameaça do Irã em discurso anual
Durante os 108 minutos do State of the Union, o presidente norte-americano descreveu o governo iraniano como “o maior patrocinador mundial do terrorismo”. Ele citou o apoio a grupos militantes, o suposto reinício do programa nuclear e o desenvolvimento de mísseis que “em breve poderiam alcançar os Estados Unidos” como razões para uma possível ação militar.
Trump também responsabilizou Teerã por bombas improvisadas que mataram soldados e civis norte-americanos e pelo assassinato de milhares de manifestantes nos recentes protestos internos. O número de 32 mil mortos mencionado no discurso supera estimativas públicas e foi classificado como “grandes mentiras” pelo porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei, em mensagem publicada na rede X.
A escalada retórica ocorre paralelamente ao envio de um “massivo contingente” militar à região. Horas antes do discurso, o secretário de Estado, Marco Rubio, informou os líderes do Congresso sobre os preparativos. Já o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, cobrou transparência: “Operações secretas prolongam guerras e aumentam custos”.
Trump reclamou da demora em chegar a um acordo que impeça o Irã de fabricar bombas atômicas. “Querem um trato, mas não ouvimos as palavras mágicas: ‘jamais teremos uma arma nuclear’”, disse, ressaltando que prefere a paz, mas “não hesitará em enfrentar ameaças à América”. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, Teerã insiste que sua pesquisa nuclear tem fins civis.
Pesquisas da Reuters/Ipsos indicam que 69 % dos norte-americanos defendem o uso das Forças Armadas apenas diante de ameaça direta. Ainda assim, parlamentares republicanos reagiram com aplausos e coros de “U.S.A.” ao longo da fala, reforçando a linha “America First” que impulsionou o partido nas últimas eleições.

Imagem: Internet
Com economia, imigração e tarifas também em pauta, o presidente pouco detalhou políticas futuras, apostando na narrativa de crescimento e queda de preços, apesar da percepção contrária de eleitores independentes.
No encerramento, Trump repetiu que “fará paz onde for possível”, mas reiterou que conterá a “ambição sinistra” iraniana sempre que necessário.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















