Troca de prisioneiros pode libertar 1.200 ucranianos
Troca de prisioneiros entre Ucrânia e Rússia pode resultar no retorno de 1.200 cidadãos ucranianos, anunciou o presidente Volodymyr Zelenskyy neste domingo (16). Segundo o líder, múltiplas reuniões, ligações e negociações estão em andamento para viabilizar novos acordos de troca de prisioneiros de guerra (POWs) e, assim, abrir “perspectivas para encerrar a guerra”.
Negociações ganham fôlego com mediação turca e dos Emirados
Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança e Defesa da Ucrânia, revelou no sábado (15) que participou de consultas mediadas pela Turquia e pelos Emirados Árabes Unidos. O objetivo é reativar os protocolos assinados em Istambul em 2022, responsáveis por trocas em larga escala desde então. “As partes concordaram em reativar os acordos para liberar 1.200 ucranianos”, afirmou Umerov, sem detalhar prazos.
Até o momento, Moscou não se pronunciou oficialmente. Segundo a BBC, as trocas anteriores envolveram milhares de prisioneiros, mas ocorreram de forma esporádica ao longo de 2023 e 2024.
Ataques russos intensificam pressão sobre a Ucrânia
Enquanto a diplomacia busca um avanço, ataques russos atingiram infraestrutura energética na região de Odesa na madrugada de domingo. A estatal ucraniana de emergência informou danos em uma usina solar, agravando o risco de apagões em pleno inverno. De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, 176 drones e um míssil foram lançados, sendo 139 interceptados.
No front, o Ministério da Defesa russo alegou ter conquistado dois assentamentos na região de Zaporizhzhia. Analistas militares apontam que o exército russo, numericamente superior, tenta ampliar ganhos territoriais, apesar do alto custo em baixas e equipamentos.
Esperança de um “Natal em casa”
Umerov declarou que consultas técnicas ocorrerão “em breve” para acertar detalhes logísticos, manifestando o desejo de que os prisioneiros libertados possam celebrar o Natal e o Ano-Novo “à mesa, junto de seus familiares”. Para Zelenskyy, a retomada das trocas seria um passo vital não só para aliviar o sofrimento de centenas de famílias, mas também para criar impulso diplomático que encerre o conflito iniciado em 2022.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















