Travessia de Rafah seguirá fechada até restos de reféns
Travessia de Rafah seguirá fechada até restos de reféns, anunciou o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no sábado (8). A passagem entre Gaza e o Egito, único acesso do enclave que não era controlado por Israel antes do conflito, só reabrirá quando o Hamas entregar os restos mortais dos 28 reféns ainda desaparecidos.
Travessia de Rafah seguirá fechada até restos de reféns
Horas antes, o Ministério das Relações Exteriores de Israel indicara que a travessia de Rafah poderia voltar a operar no domingo, informação que foi revista após o comunicado oficial. A embaixada palestina no Egito, por sua vez, havia informado que o fluxo seria retomado na segunda-feira para a entrada de residentes de Gaza.
Até o momento, o Hamas repassou os corpos de 10 reféns e prometeu entregar os de mais dois ainda na noite de sábado. A devolução dos restos mortais é um dos pontos-chave do acordo de cessar-fogo, que também prevê aumento de ajuda humanitária e discussões sobre o futuro do território, devastado após quase dois anos de confrontos.
Desde que as tropas israelenses assumiram o controle do lado palestino, em maio de 2024, a travessia permanece fechada. Uma reabertura total permitiria que moradores buscassem tratamento médico, visitassem parentes ou simplesmente deixassem o enclave rumo ao Egito, onde vivem dezenas de milhares de palestinos.
Como parte do acordo, Israel devolveu no sábado 15 corpos de palestinos, totalizando 135. Paralelamente, equipes de resgate continuam retirando vítimas dos escombros em Gaza: segundo o Ministério da Saúde local, o número de mortos ultrapassa 68 mil. A pasta, ligada ao governo do Hamas, não separa civis de combatentes, mas suas estatísticas são consideradas “geralmente confiáveis” por agências da ONU.
A ofensiva do Hamas em 7 de outubro de 2023 deixou cerca de 1.200 israelenses mortos, a maioria civis, e 251 sequestrados. Israel identificou nesta semana os restos de Eliyahu Margalit, de 76 anos, como a décima vítima confirmada entre os reféns falecidos.
Imagem: Staff The Canadian Press
No campo diplomático, os mediadores pressionam para que até 600 caminhões de ajuda entrem diariamente em Gaza; dados da ONU mostram média inferior a 350 desde o início da trégua. O Hamas acusa Israel de violar o cessar-fogo e de restringir o fluxo de suprimentos, enquanto Israel alega que o grupo desvia parte dos mantimentos.
Enquanto não há definição para a devolução dos restos dos reféns, a travessia de Rafah segue fechada, mantendo milhões de palestinos sob bloqueio e ampliando a tensão sobre a sustentabilidade do cessar-fogo.
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Crédito da imagem: Global News















