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Transfusão intrauterina é adotada na Maternidade Odete

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Transfusão intrauterina é adotada na Maternidade Odete

Transfusão intrauterina é adotada na Maternidade Odete, iniciativa que coloca o Serviço de Medicina Fetal da Maternidade Odete Valadares (MOV), da Rede Fhemig, entre os poucos centros públicos do país aptos a realizar o procedimento que salva fetos com anemia grave detectada durante a gestação.

Transfusão intrauterina é adotada na Maternidade Odete

A técnica de alta complexidade consiste na introdução de uma agulha fina, guiada por ultrassonografia, para transferir sangue diretamente ao feto ainda no útero materno. Destinada a situações excepcionais, a transfusão intrauterina exige equipe multidisciplinar treinada e infraestrutura especializada.

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Em 2023, o ambulatório de medicina fetal da MOV recebeu 172 gestantes para a primeira avaliação e somou 865 atendimentos, entre consultas iniciais e de retorno. Três casos evoluíram para a necessidade da transfusão, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento constante.

O médico Francisco Lima, especialista em medicina fetal da unidade, explica que fetos muito prematuros e anêmicos têm alta probabilidade de óbito sem a intervenção. “Realizamos a transfusão para prolongar a permanência no útero e permitir o nascimento no momento mais seguro. Quando feita em tempo oportuno, a taxa de sobrevida é bastante elevada”, destaca o profissional.

A incompatibilidade sanguínea entre mãe e filho continua sendo a principal causa da anemia fetal grave. Esse foi o caso da dona de casa Tayna Stefane Nunes, 26 anos, de Santa Luzia, acompanhada no ambulatório desde o fim de 2023. “Sinto-me segura; sei que estou no lugar certo”, afirma.

Criado há quase dois anos, o Ambulatório de Medicina Fetal possibilita diagnóstico preciso após alterações em exames de pré-natal. As pacientes chegam por meio da Central de Regulação, acionada pelas Unidades Básicas de Saúde. Em geral, a transfusão é indicada entre a 20ª e a 24ª semana, podendo ser realizada até a 34ª semana de gestação.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a anemia fetal não tratada aumenta o risco de mortalidade perinatal, o que reforça a relevância da nova oferta na rede pública mineira.

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Crédito da imagem: Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais

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