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Trading de energia perde força entre elétricas no Brasil

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Trading de energia perde força entre elétricas no Brasil

Trading de energia perde força entre elétricas no Brasil. A prática de comprar e vender energia para lucrar com a oscilação de preços encolheu substancialmente depois que grandes geradoras e comercializadoras passaram a considerar o risco de crédito e a volatilidade excessiva insustentáveis.

Trading de energia perde força entre elétricas no Brasil

A CPFL Energia e a CTG Brasil, controladas por grupos chineses, encerraram as operações de trading direcional e agora abastecem seus consumidores apenas com a energia gerada em seus próprios parques. A decisão, segundo as companhias, reduz a exposição a calotes e reforça o foco em fontes renováveis, como eólica e hídrica.

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O movimento ganhou força após a quebra da Gold Energia em 2025, quando um calote bilionário expôs a fragilidade do modelo bilateral que domina o mercado livre brasileiro, estimado em dezenas de bilhões de reais. Nesse sistema, não existe câmara central que monitore a alavancagem de cada agente, fazendo da reputação um fator crítico.

A mudança não ficou restrita às geradoras. Comercializadoras independentes como Capitale, Trinity e Urca também reduziram drasticamente o volume negociado. A Capitale projeta cortar 30% do portfólio até 2026; a Trinity, que já movimentou 2 GW médios por mês, opera hoje com apenas 10% desse volume; e a Urca vendeu a carteira varejista e passou a priorizar operações estruturadas com grandes players.

Executivos afirmam que novos modelos de precificação adotados em 2025 agravaram a volatilidade, tornando difícil prever cenários e limitando posições alavancadas. “Com o modelo atual e a oscilação dos preços, é impossível atuar como antes”, disse o CEO da Capitale, Daniel Rossi.

Do lado dos geradores, a liquidez encolheu porque empresas como Copel, Axia (ex-Eletrobras) e outras optaram por deixar mais energia descontratada para capturar valores spot elevados, evitando firmar contratos longos a preços menores. Essa postura restringe a oferta para os intermediários e aumenta o prêmio de risco.

Apesar da retração, fontes do setor acreditam que o aperto se concentra nas casas menores, enquanto grandes grupos e bancos continuam negociando normalmente. “É uma acomodação natural: quem não tinha lastro está saindo”, avaliou um executivo que preferiu o anonimato.

Para especialistas, a ausência de uma câmara de compensação segue como o principal desafio. Autoridades estudam mecanismos que tragam mais transparência e proteção contra choques de contraparte, mas ainda não há consenso.

Mais detalhes sobre a retração podem ser conferidos na cobertura da agência Reuters, referência global em notícias de mercado.

Acompanhe outros desdobramentos do setor elétrico na editoria Brasil e fique por dentro das próximas análises do mercado livre de energia.

Crédito da imagem: Pexels

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