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Trabalhadores sul-coreanos detidos nos EUA serão repatriados

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Trabalhadores sul-coreanos detidos nos EUA serão repatriados

Trabalhadores sul-coreanos detidos nos EUA serão repatriados após o governo dos Estados Unidos concordar em libertar os 475 funcionários — mais de 300 deles cidadãos da Coreia do Sul — detidos em 4 de setembro durante uma grande operação migratória em uma fábrica de baterias dentro do complexo da Hyundai, no estado da Geórgia.

Trabalhadores sul-coreanos detidos nos EUA serão repatriados

O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Hyun, embarcou nesta segunda-feira para Washington com a missão de concluir os trâmites que permitirão o retorno imediato dos trabalhadores. Um avião fretado aguarda autorização final para decolar rumo à Geórgia e trazer o grupo de volta a Seul.

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Imagens divulgadas pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) mostraram alguns detidos algemados nos pulsos, tornozelos e cintura, situação que gerou choque e sentimento de traição em um país historicamente aliado de Washington. Parlamentares sul-coreanos classificaram a ação como “inaceitável” e questionaram a segurança de futuros investimentos coreanos em solo americano.

Durante audiência legislativa antes de partir, Cho Hyun afirmou que o episódio é “gravíssimo” e inesperado. Deputados de diferentes partidos pediram respostas firmes; alguns sugeriram investigar norte-americanos que estariam trabalhando ilegalmente na Coreia do Sul. Entretanto, analistas avaliam que Seul evitará represálias duras devido à dependência de cooperação militar com os EUA contra possíveis ameaças da Coreia do Norte.

O presidente norte-americano Donald Trump, que inicialmente endossou a operação, declarou no domingo que pretende negociar um programa em que técnicos coreanos treinariam trabalhadores americanos em setores como fabricação de baterias e computadores.

Segundo Steven Schrank, agente-chefe do Homeland Security Investigations na Geórgia, parte dos detidos ultrapassou a fronteira sem documentação; outros entraram legalmente, mas tinham visto expirado ou categoria de visto que não permite trabalho. Empresas sul-coreanas reclamam das restrições a vistos H-1B e H-2B, o que as obriga a enviar técnicos com autorizações temporárias.

Relatórios de corretoras como Eugene Investment & Securities alertam que a retirada do contingente especializado deve atrasar o cronograma da fábrica, prevista para iniciar a produção de baterias para veículos elétricos no início de 2025, elevando custos e impactando os planos da Hyundai nos Estados Unidos.

Cho Hyun informou ainda que alguns profissionais precisarão retornar à planta após regularizar a documentação, para evitar prejuízos ao empreendimento — argumento que será apresentado às autoridades americanas. “Um atraso no início da produção trará perdas significativas também para os EUA”, reforçou o ministro.

Mais detalhes sobre a repercussão internacional podem ser conferidos na cobertura da Agência Reuters, referência global em notícias econômicas e políticas.

Para acompanhar os próximos desdobramentos dessa crise migratória e seus impactos nos investimentos estrangeiros, continue navegando em nossa editoria Brasil.

Crédito da imagem: Globalnews.ca

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