Tostão: primeiro cruzeirense a brilhar na Copa do Mundo
Tostão: primeiro cruzeirense a brilhar na Copa do Mundo abriu caminho para os atletas da Raposa na Seleção Brasileira ao ser convocado para os Mundiais de 1966 e 1970, tornando-se figura decisiva na conquista do tricampeonato no México.
Tostão: primeiro cruzeirense a brilhar na Copa do Mundo
Nascido Eduardo Gonçalves de Andrade, Tostão chegou à Copa da Inglaterra, em 1966, com apenas 19 anos e já como principal nome do Cruzeiro. Naquele torneio, o Brasil foi eliminado ainda na fase de grupos, mas o jovem atacante marcou o único gol da equipe na derrota por 3 × 1 diante da Hungria, registrando a primeira participação de um atleta celeste em Mundiais.
Quatro anos depois, o mineiro voltou a vestir a amarelinha. Nas Eliminatórias para 1970, foi artilheiro com 12 gols e, sob o comando de Zagallo, transformou-se em “falso nove”, contribuindo não apenas com finalizações, mas também com movimentação e passes decisivos. No México, dividiu o ataque com Pelé e Jairzinho, anotou um gol e distribuiu quatro assistências em seis partidas, participando diretamente de lances essenciais nas vitórias sobre Romênia, Peru e Uruguai.
O desempenho rendeu ao camisa 9 status de peça tática fundamental, abrindo espaços que culminaram em jogadas históricas, como o gol de Carlos Alberto Torres na final contra a Itália. Ao todo, Tostão disputou 383 jogos pelo Cruzeiro e balançou as redes 245 vezes, conquistando cinco Campeonatos Mineiros consecutivos (1965-1969) e a Taça Brasil de 1966, quando o clube superou o Santos de Pelé em dois confrontos memoráveis.
A carreira, contudo, foi abreviada por problemas na retina. Vendido ao Vasco em 1972, abandonou os gramados aos 26 anos. Fora deles, formou-se médico, tornou-se professor e, atualmente, é colunista da Folha de S.Paulo. A relevância de Tostão para o futebol brasileiro é reconhecida por especialistas e entidades como a FIFA, que o lista entre as grandes lendas da modalidade.

Imagem: O Cruzeiro
O pioneirismo do atacante abriu portas para outros cruzeirenses na Seleção. Em 1970, ele teve a companhia de Wilson Piazza, titular na zaga, e de Fontana, reserva. Desde então, atletas formados na Toca da Raposa voltaram a aparecer em convocações para a principal competição do planeta, mantendo viva a tradição inaugurada pelo lendário camisa 8.
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Crédito da imagem: Arquivo O Cruzeiro/EM















